Lula reúne milhares no centro de Porto Alegre: “Esse Rio Grande do Sul não é de direita”

Atualizado em 19 de outubro de 2026 às 22:39
Lula Porto Alegre
O presidente Lula (PT) em ato de campanha em Porto Alegre (RS). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

Uma multidão ocupou o centro de Porto Alegre nesta segunda-feira (19) para acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a seis dias do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na caminhada, o candidato à reeleição defendeu a soberania nacional e pediu aos apoiadores que procurem os eleitores que não compareceram às urnas na primeira etapa da disputa.

O percurso saiu do Largo dos Açorianos e seguiu até o Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público. Com bandeiras, música e o coro “o Lula é gaúcho”, manifestantes acompanharam o trajeto pelas ruas, enquanto outros saudavam o presidente de janelas e sacadas. Lula percorreu o caminho em um carro, acompanhado de Janja, dos ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro e do senador Paulo Paim, entre outras lideranças.

“Essa possivelmente seja a maior manifestação já feita na história de Porto Alegre”, afirmou Lula ao final do percurso. O presidente disse ter ouvido avaliação semelhante de Olívio e Tarso. Não havia estimativa oficial de público, segundo o Brasil de Fato. Também participaram do ato Rui Costa, Rafael Fonteles, Manuela d’Ávila, Paulo Pimenta, Edegar Pretto e Juliana Brizola.

Ao recordar sua primeira visita ao estado, em 1975, ainda como sindicalista, Lula destacou a tradição política gaúcha e a resistência à ditadura militar. “Hoje vocês mostraram que esse Rio Grande do Sul não é de direita. Esse Rio Grande do Sul não é conservador”, declarou. Com a bandeira brasileira nas mãos, também afirmou que aquela era uma passeata de pessoas que amam a bandeira nacional, “e não a bandeira americana”.

A convocação para ampliar o comparecimento às urnas incluiu um pedido de visitas às casas de quem não votou no primeiro turno, especialmente pessoas com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo. Olívio Dutra, de 85 anos, reforçou o chamado: “Eu sou um jovem de 85 anos. Quero que os jovens da minha idade estejam todos votando agora, no dia 25, no 13”. Paulo Paim apresentou o ato como a “caminhada da virada”.

Durante a passagem pela capital, Lula também reafirmou que entregará ao TSE uma autorização para abrir seus sigilos bancário e telefônico, além dos de Janja e dos cinco filhos, e cobrou a mesma atitude de Flávio. A entrega foi anunciada para terça-feira (20), retomando o desafio feito ao adversário no debate da Band, na noite anterior.

No palanque, o presidente defendeu o fim da escala 6×1 e voltou a apresentar a proposta de financiar transporte gratuito com recursos de emendas parlamentares. Ao se despedir, atribuiu aos apoiadores a tarefa de mobilização até domingo: “Essa luta não é minha, não é do PT, não é dos partidos que nos apoiaram. Essa luta é de cada homem e de cada mulher deste país que defende a nossa pátria”.

Veja publicações do ato em Porto Alegre:

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Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!