Lula se encontrou com Toffoli para falar do caso Master

Atualizado em 25 de janeiro de 2026 às 11:32
O presidente Lula e o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo; Nelson Jr./SCO/STF

Um encontro fora da agenda entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, ocorreu no início de dezembro, na Granja do Torto, para tratar sobre o caso Master. A reunião aconteceu logo após Toffoli decretar sigilo absoluto no processo envolvendo o Banco Master, medida que passou a ser conhecida nos bastidores como “sigilo master”. As informações são de Lauro Jardim, do Globo.

Além de Lula e Toffoli, participou do almoço o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo relatos, Haddad teve papel central na conversa, detalhando o funcionamento do esquema atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo a forma de atuação, as conexões empresariais e a complexa estrutura financeira que cerca o caso.

Durante a exposição, o ministro da Fazenda apresentou ao presidente e ao magistrado um panorama do alcance do escândalo, apontando riscos sistêmicos e a dimensão das relações envolvidas. A descrição buscou contextualizar a gravidade do episódio e suas possíveis repercussões institucionais e econômicas.

Ao final do encontro, Lula dirigiu-se diretamente a Toffoli com uma frase que marcou a conversa: “Você tem agora a chance de reescrever a sua biografia”. A declaração foi interpretada por interlocutores como um apelo político e institucional diante do peso do caso sob responsabilidade do ministro do STF.

O CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro. Foto: Ana Paula Paiva/Agência O Globo

Desde então, avaliações no entorno do Planalto indicam frustração com os desdobramentos do processo. Na leitura de aliados do presidente, as decisões posteriores não corresponderam à expectativa de uma condução que desse maior transparência ao caso envolvendo o Banco Master.

Na semana passada, Toffoli tentou articular um novo encontro com Lula para o início de fevereiro, ainda segundo relatos. A solicitação, porém, não teve resposta até o momento, sinalizando um distanciamento entre o presidente e o ministro no contexto das discussões sobre o caso.