Machismo impediu narrador da Globo de ver que tinha uma árbitra em campo. Por Moisés Mendes

Edina Alves Batista

Daniel Pereira, narrador de Grêmio x Ceará no Premiere, dizia a todo momento: o árbitro isso, o árbitro aquilo.
Às vezes dizia que a arbitragem marcou tal coisa.
Mas pra que falar de árbitro e arbitragem, se o jogo era apitado por uma mulher? Edina Alves Batista apitou a partida.
O cara deveria saudá-la e destacar que ela ainda é uma raridade no futebol de machos inseguros. Mas prefere chamá-la de árbitro.
O Brasil do machismo bolsonarista tem dificuldade até para dizer a palavra árbitra, ou juíza.
Que bloqueio é esse? Por que essa grosseria? De que mal sofre o narrador?´
Já ouvi até o argumento de que a palavra árbitra não existe. O futebol e seus comentaristas e narradores são os maiores inventores de palavras.
Não se acanhem. Inventem. Chamem Edina pelo que ela é. Edina é árbitra.

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O canal Premiere pertence à Globo.

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