Maduro e esposa serão defendidos por advogados americanos nos EUA

Atualizado em 5 de janeiro de 2026 às 14:33
Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, após sequestro. Foto: Star Max/Getty Images

Dois advogados americanos foram designados para representar Nicolás Maduro durante sua audiência de custódia no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. Os profissionais escolhidos foram David Wikstrom e Barry Pollack, ambos conhecidos em Nova York por sua atuação em casos de grande notoriedade.

Ainda não se sabe se eles continuarão defendendo Maduro após essa primeira audiência, que está marcada para esta segunda (5). A audiência terá como objetivo informar o indiciado sobre as acusações e determinar se ele permanecerá preso até o julgamento.

Wikstrom tem experiência em casos de figuras políticas de destaque, como o irmão do ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, enquanto Pollack é advogado de Julian Assange, o fundador do Wikileaks.

Para a esposa de Maduro, Cilia Flores, o advogado Mark Donnelly foi escolhido. A audiência ocorrerá em Nova York e a expectativa é de que Maduro e sua esposa se declarem inocentes das acusações.

As acusações contra Maduro e sua esposa incluem “conspiração narcoterrorista” e “importação de cocaína”, com alegações de envolvimento no tráfico de drogas internacional com organizações criminosas como as FARC e o Tren de Aragua.

Os advogados David Wikstrom e Barry Pollack. Foto: Reprodução

A defesa de Maduro, por sua vez, deverá argumentar que sua prisão foi ilegal, alegando que ele tem imunidade como chefe de Estado e que estava realizando atos oficiais dentro de seu próprio território. Os EUA, no entanto, não reconhecem o venezuelano como o presidente desde 2019, o que enfraquece sua defesa.

Além de Maduro e Cilia Flores, outros quatro indivíduos também foram acusados, incluindo o filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, o ministro Diosdado Cabello, o ex-ministro Ramón Rodríguez Chacín e Héctor Rusthenford Guerrero Flores, considerado o principal líder do grupo criminoso Tren de Aragua.

As acusações contra eles envolvem o uso da Venezuela como plataforma para o tráfico de drogas aos Estados Unidos. O indiciamento foi protocolado em sigilo no final de 2025, pouco antes do Natal. A acusação alega que o esquema de tráfico de drogas foi facilitado pela colaboração entre o governo venezuelano e as organizações criminosas internacionais, com o uso de portos e rotas protegidas pelo governo.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.