Maduro e esposa serão julgados em Nova York por narcotráfico e terrorismo, diz procuradora-geral

Atualizado em 3 de janeiro de 2026 às 10:46
Maduro e sua esposa, Ciia Flores. Foto: Divulgação

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, será julgado pela Justiça dos Estados Unidos em um tribunal federal de Nova York, anunciou neste sábado (3) a procuradora-geral Pam Bondi. Segundo ela, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram formalmente denunciados no Distrito Sul de Nova York por crimes relacionados ao narcotráfico e ao uso de armamento pesado.

De acordo com Bondi, a acusação inclui conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse desse tipo de armamento contra os Estados Unidos. A procuradora afirmou que o processo judicial terá início em breve, mas não informou a data do julgamento nem confirmou se Maduro e a esposa já foram levados para território estadunidense.

Em comunicado divulgado pelo Departamento de Justiça, Bondi declarou que Nicolás Maduro e Cilia Flores foram denunciados no Distrito Sul de Nova York e que o presidente venezuelano responde formalmente por conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse desses armamentos contra os Estados Unidos. Segundo ela, ambos “em breve enfrentarão toda a severidade da justiça estadunidense em solo estadunidense, nos tribunais do país”.

Na mesma declaração, a procuradora-geral afirmou que, em nome de todo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, agradece ao presidente Donald Trump por ter exigido responsabilização em nome do povo estadunidense e também agradeceu às Forças Armadas, que, segundo ela, conduziram uma missão considerada “incrível e altamente bem-sucedida” para capturar os dois acusados de narcotráfico internacional.

“Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. Nicolás Maduro foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos. Em breve, eles enfrentarão toda a severidade da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”, disse.

“Em nome de todo o Departamento de Justiça dos EUA, gostaria de agradecer ao Presidente Trump por ter a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano, e um enorme agradecimento às nossas bravas Forças Armadas que conduziram a incrível e bem-sucedida missão de captura desses dois supostos narcotraficantes internacionais”.

O anúncio ocorre horas depois de Trump afirmar, em publicação nas redes sociais, que forças estadunidenses realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram Nicolás Maduro durante a madrugada. Segundo o presidente dos Estados Unidos, a operação foi conduzida em conjunto com forças de segurança do país, mas não houve detalhamento sobre o local onde Maduro está detido nem sobre os procedimentos legais adotados para a remoção do chefe de Estado venezuelano.

A abertura do processo em Nova York amplia a crise diplomática envolvendo Caracas e Washington e eleva a tensão política na América Latina. O Distrito Sul de Nova York é conhecido por concentrar ações de grande repercussão internacional, especialmente ligadas a crimes financeiros e tráfico de drogas.