
A governadora Mailza Assis (PP) venceu o senador Alan Rick (Republicanos) no segundo turno das eleições do Acre neste domingo (25) e garantiu mais quatro anos no comando do estado. Com mais de 85% das urnas apuradas, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou matematicamente a vitória da candidata do PP.
Mailza tinha 67,36% dos votos válidos, ante 33,64% de Alan Rick. A diferença impediu qualquer possibilidade de virada na contagem, projetada pelo Datafolha a partir dos dados divulgados pelo TSE.
A governadora assumiu o cargo em abril, quando Gladson Cameli (PP) deixou o Palácio Rio Branco para concorrer ao Senado. Eleita vice-governadora na chapa de Cameli em 2022, Mailza disputou agora seu primeiro mandato direto como chefe do Executivo estadual.
No primeiro turno, ela ficou perto de encerrar a eleição sem nova votação: recebeu 49,76% dos votos válidos, enquanto Alan Rick alcançou 32,27%. A campanha apresentou a continuidade da administração estadual como um dos pilares da candidatura.

Campanha prometeu ampliar serviços de saúde no interior
O plano de governo de Mailza para o período de 2027 a 2030 reuniu dez eixos, com propostas nas áreas de saúde, educação, segurança, infraestrutura, agricultura, meio ambiente e desenvolvimento econômico. Entre as promessas estão um pronto-socorro infantil e a ampliação do programa Opera Acre.
A candidata também propôs novos serviços de UTI, hemodiálise e oncologia em cidades do interior. Na reta final, ela intensificou agendas em municípios acreanos e em Rio Branco, com caminhadas, reuniões com categorias profissionais, empresários e lideranças locais.
A disputa teve embates na Justiça Eleitoral. Alan Rick questionou o uso recorrente de um gesto de coração por Mailza e sua candidata a vice, Jéssica Sales (MDB), sob o argumento de que o símbolo poderia caracterizar propaganda antecipada antes do período oficial. A equipe da governadora respondeu que outros candidatos e eleitores também utilizavam o gesto.
Alan Rick, jornalista, senador pelo Acre e ex-deputado federal, concorreu como oposição ao grupo que administra o estado e defendeu a construção de um Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência no Segundo Distrito de Rio Branco. Ele recebeu apoio de Flávio Bolsonaro (PL) durante a campanha presidencial.