
O presidente Lula classificou como “a maior resposta do Estado ao crime organizado de nossa história até aqui” a megaoperação realizada nesta quinta (28) contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação mirou um esquema bilionário no setor de combustíveis e mobilizou forças policiais em oito estados.
“O trabalho integrado — iniciado com a criação, no Ministério da Justiça, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado — permitiu acompanhar toda a cadeia e atingir o núcleo financeiro que sustenta essas práticas”, afirmou o presidente no X.
O petista afirma que os objetivos das forças de segurança são “cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e garantir um mercado de combustíveis justo e transparente, com qualidade e concorrência leal”.
“Seguiremos atuando com coordenação e seriedade para dar segurança às pessoas e estabilidade à economia”, completou.
A população em todo o país assistiu hoje à maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de nossa história até aqui. Em atuações coordenadas que envolveram Polícia Federal, Receita Federal e Ministérios Públicos estaduais, foram deflagradas três operações simultâneas…
— Lula (@LulaOficial) August 28, 2025
Batizada de Carbono Oculto, a operação envolveu 1.400 agentes das polícias federal e estaduais. Mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos contra mais de 350 pessoas e empresas em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
As investigações apontam que o grupo criminoso sonegou mais de R$ 7,6 bilhões em impostos, além de comandar adulterações de combustíveis em larga escala. Pelo menos 300 postos em São Paulo foram identificados no esquema, mas estimativas do setor apontam que até 30% dos postos do estado podem ter sido afetados.
O PCC também utilizava o sistema financeiro da Avenida Faria Lima para expandir suas operações. Segundo os investigadores, cerca de 40 fundos de investimento, com patrimônio superior a R$ 30 bilhões, estavam sob controle da facção, funcionando como engrenagens para lavagem e ocultação de recursos.