
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, se manifestou neste sábado (14) sobre as manifestações ocorridas na madrugada, reconhecendo o mal-estar social causado pelos prolongados apagões no país.
No entanto, ele condenou de forma veemente os atos de vandalismo durante os protestos, que resultaram na invasão de uma sede do Partido Comunista na província de Ciego de Ávila, cerca de 460 quilômetros de Havana. O presidente disse que a violência não será tolerada e afirmou que as autoridades não permitirão impunidade para os responsáveis pelos atos de vandalismo.
Em suas redes sociais, Díaz-Canel declarou que o descontentamento popular com os apagões é “compreensível”, já que a escassez de energia tem afetado o país, com algumas regiões ficando até 30 horas sem eletricidade.
Ele atribuiu os apagões ao “bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos”, que tem dificultado o envio de petróleo para Cuba e, consequentemente, prejudicado a produção de eletricidade na ilha. O presidente enfatizou que as queixas são legítimas, desde que se mantenham dentro dos limites do “civismo e respeito ao ordenamento público”.
A crise energética tem gerado crescentes tensões em Cuba, com apagões se tornando mais frequentes devido à escassez de combustível, especialmente após a intensificação do bloqueio dos Estados Unidos.
Es comprensible el malestar que provocan en nuestro pueblo los prolongados apagones, como consecuencia del bloqueo energético de EE.UU, cruelmente recrudecido en los últimos meses.
Y son legítimas las quejas y reclamos, siempre que se actúe con civismo y respeto al orden…
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) March 14, 2026
Em resposta aos protestos, Díaz-Canel declarou que a violência não é aceitável em nenhuma circunstância e que a segurança das instituições públicas será protegida a todo custo. Ele também reforçou que o governo cubano não tolerará vandalismo e garantiu que a situação será tratada com rigor pelas autoridades.
Os protestos, que ocorreram principalmente no município de Morón, foram uma reação ao colapso da infraestrutura elétrica e à escassez de alimentos, causadas pelo bloqueio imposto há décadas ao país pelos EUA.
Cuba continua enfrentando dificuldades econômicas e energéticas, exacerbadas pelas políticas de bloqueio dos Estados Unidos. O governo cubano se vê pressionado a lidar com as demandas sociais por melhorias na qualidade de vida e serviços essenciais, como a energia elétrica e o fornecimento de alimentos. No entanto, a repressão a protestos e a falta de diálogo aberto sobre essas questões têm gerado crescente insatisfação interna e críticas à gestão governamental.