
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, classificou como “irresponsável do início ao fim” a marcha convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira até Brasília, em defesa da libertação dos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A avaliação foi feita em publicação nas redes sociais após o encerramento da mobilização, marcado por um temporal e pelo ferimento de dezenas de manifestantes atingidos por um raio.
Segundo ele, a marcha começou com problemas graves de organização e segurança ainda na estrada. Ele afirmou que o grupo caminhou pela BR-040 sem comunicar previamente a Polícia Rodoviária Federal, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes ou outras autoridades responsáveis pela rodovia, o que teria exposto participantes e motoristas a riscos desnecessários.
Na publicação, o deputado relatou que houve fechamento de pista e ocupação da via ao longo do trajeto. “Saiu caminhando pela BR-040 sem comunicar PRF, DNIT ou autoridades competentes, fechou pista, ocupou a via”, escreveu, acrescentando que a situação se agravou com improvisos durante o percurso.
Lindbergh também mencionou episódios que classificou como caóticos, como pousos de helicópteros às margens da rodovia. “Teve até helicóptero pousando na borda da estrada”, afirmou, sustentando que a condução da marcha “brincou com a vida das pessoas”.
No encerramento do ato, já em Brasília, o parlamentar disse que a falta de responsabilidade se repetiu. De acordo com ele, mesmo diante de uma tempestade forte na capital federal, os organizadores não dispersaram os manifestantes concentrados em área aberta.
Do começo ao fim, a “marcha” do Nikolas foi marcada pela irresponsabilidade. Saiu caminhando pela BR-040 sem comunicar PRF, DNIT ou autoridades competentes, fechou pista, ocupou a via, teve até helicóptero pousando na borda da estrada. Brincou com a vida das pessoas.
No…
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) January 25, 2026
O desfecho foi a queda de um raio que atingiu participantes da mobilização. Lindbergh afirmou que um “mastro improvisado virou para-raios”, resultando em mais de 30 pessoas levadas a hospitais e oito em estado grave, conforme balanços divulgados pelas autoridades de saúde e resgate.
O líder do PT criticou ainda a postura de Nikolas após o incidente. Segundo ele, o deputado fez “um discurso confuso” e não demonstrou solidariedade às vítimas. “Nikolas fez um discurso confuso sem uma palavra de solidariedade às vítimas”, escreveu.
Na sequência, Lindbergh disse que o parlamentar preferiu atacar o ministro do STF Alexandre de Moraes, afirmar que “é só o começo” e encerrar o ato com uma oração “contra a corrupção”. Para o petista, a escolha do tom teria relação com o que chamou de “escândalo do Banco Master”.
Ele citou o empresário Daniel Vorcaro e mencionou ligações com Fabiano Zettel, a Igreja da Lagoinha e o próprio Nikolas, afirmando que a marcha buscou criar uma “cortina de fumaça”. “A caminhada buscou desviar o foco, mas a cortina de fumaça não ultrapassou a bolha bolsonarista”, escreveu.
Ao final do post, Lindbergh afirmou que “as investigações da PF seguirão” e anunciou reação política nos próximos dias, com campanha no pré-carnaval contra a anistia aos condenados do 8 de janeiro, em defesa do veto presidencial ao PL da Dosimetria e pelo fim da escala 6×1.