Marcha para Jesus lota ruas do Rio com Malafaia e ausência de Flávio Bolsonaro

Atualizado em 23 de maio de 2026 às 22:02
Marcha para Jesus ocorre neste sábado no Rio. Foto: Gabriel de Paiva/O Globo

A 19ª edição da Marcha para Jesus reuniu cerca de 300 mil fiéis neste sábado (23) no centro do Rio de Janeiro, segundo estimativa da organização, sem a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O político, pré-candidato à Presidência, optou por permanecer em Brasília para reuniões com o ex-presidente Jair Bolsonaro, após pesquisa Datafolha indicar recuo em sua popularidade.

A pesquisa revelou que 64% dos eleitores desaprovam as ações de Flávio em negociações financeiras. Apesar disso, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), presente ao evento, afirmou que a mudança de planos do senador foi apenas por preparação para um encontro com Donald Trump, minimizando o impacto do levantamento. “A pesquisa Datafolha nos surpreendeu positivamente, esperávamos impacto ainda maior. Esse impacto está dentro da margem de erro”, disse Cavalcante.

O pastor Silas Malafaia, um dos líderes evangélicos ligados ao bolsonarismo, discursou durante o evento abordando pautas como aborto e ideologia de gênero. Ele afirmou que “não é possível homens maus estarem no controle da nação. Gente que odeia os princípios da palavra, gente que defende aborto, que defende ideologia de gênero, gente que defende devassidão moral”.

Malafaia criticou cristãos que não levam suas convicções religiosas para o momento do voto: “O comunista é comunista em casa, no trabalho, na escola, nas relações sociais e na hora de votar. Cristianismo não é religião, gente. Cristianismo é estilo de vida. O crente, não. São crentes em tudo, mas na hora de votar, votam em vagabundo, ladrão, em gente que nos odeia, votam em gente que odeia a Bíblia”.

O evento, promovido pela Igreja Renascer em Cristo, começou às 14h com concentração na avenida Presidente Vargas e caminhada até a praça da Apoteose, onde artistas da música gospel, como Thalles Roberto, Maria Marçal e Midian Lima, se apresentaram. A Marcha é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro desde 2023 e integra o calendário oficial da cidade.

A Prefeitura do Rio montou operação especial para o evento, com agentes de sete órgãos municipais atuando em trânsito, ordem pública e limpeza urbana. O Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) monitorou a movimentação com 145 câmeras e dois drones, garantindo segurança e acompanhamento do público ao longo do percurso.

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