Marco Rubio diz que espera “mudança de liderança” no Brasil; entenda

Atualizado em 3 de junho de 2026 às 14:12
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Foto: Reprodução

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta (3) que espera uma “mudança de lideranças” em países da América Latina, incluindo o Brasil, neste ano. Durante discurso no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes, ele disse que o número de membros da aliança de segurança criada pelo presidente Donald Trump deve crescer com as disputas.

Segundo Rubio, mais de 14 países do continente já aderiram à iniciativa voltada para cooperação em temas como combate ao terrorismo, narcotráfico e segurança regional. O secretário afirmou que novas adesões podem ocorrer nos próximos meses.

“O escudo das Américas foi criado. Isso significa que mais de 14 países do hemisfério se inscreveram para fazer parceria conosco no combate ao terrorismo, ações antidrogas e questões de segurança”, disse Rubio.

As declarações ocorreram durante a apresentação da proposta orçamentária do Departamento de Estado para o ano fiscal de 2026-2027. Rubio não citou países específicos, mas relacionou a expectativa de expansão da aliança ao cenário político da região.

“Acreditamos que esse número vai crescer nos próximos meses com eleições mudando lideranças em vários países”, completou. O Brasil é um dos países que terá eleições presenciais neste ano, junto de Peru, Colômbia, Haiti e Nicarágua.

A iniciativa, foi lançada em março durante um encontro realizado na Flórida. O evento reuniu representantes de cerca de metade dos países da América Latina e do Caribe, em uma articulação promovida pelo governo Trump.

A declaração foi dada um dia depois de Rubio excluir o Brasil da lista de países “amigáveis” da América Latina. Durante audiência no Congresso americano, ele afirmou: “É fantástico que, tirando Nicarágua, Cuba, Venezuela e, claro, Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, e, em alguma extensão a Colômbia, temos uma região cheia de aliados e amigos dos Estados Unidos”.

A ofensiva do secretário se dá após o governo americano classificar as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.