Maria do Rosário é autora de lei sobre intérprete de Libras, usada por Michelle Bolsonaro na posse

Michelle Bolsonaro discursa em Libras. Foto: Reprodução/YouTube

Durante a cerimônia de posse de Bolsonaro, sua mulher Michelle prestou homenagem indireta involuntária a Maria do Rosário, arqui-inimiga do marido Jair.

Michelle fez um discurso no parlatório do Palácio do Planalto em que se dirigiu ao público por meio de Libras, que é a sigla de Língua Brasileira de Sinais.

“Eu gostaria de modo muito especial de dirigir-me à comunidade surda, pessoas com deficiência e a todos aqueles que se sentem esquecidos. Vocês serão valorizados e terão seus direitos respeitados”, afirmou.

“Tenho esse chamado no meu coração e desejo contribuir na promoção do ser humano”.

No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais foi estabelecida como oficial das pessoas surdas através da Lei nº 10.436/2002.

A função de intérprete, profissão de Michelle, também está regulamentada através da Lei nº 12.319/2010.

A autoria é de Maria do Rosário. A lei foi sancionada pelo ex-presidente Lula.

Maria do Rosário já foi xingada pelo marido de Michelle num episódio célebre.

Jair a chamou de “vagabunda” e avisou que só não a estupraria porque ela “não merecia”.

Em entrevista à Record durante a campanha, Michelle tentou defender o marido das acusações de machismo.

“Ele é taxado como misógino e ele é casado com quem? Com a filha de um cearense”, disse.

Michelle calada é uma poeta.

 

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