Marinha dos EUA começa a barrar navios iranianos no Estreito de Ormuz

Atualizado em 14 de julho de 2026 às 21:14
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Embarcações aguardam passagem no Estreito de Ormuz. Foto: Stringer/Reuters

O bloqueio naval dos Estados Unidos contra embarcações com destino ao Irã ou provenientes do país entrou em vigor nesta terça-feira (14), ampliando a escalada militar no Estreito de Ormuz. A Marinha estadunidense afirmou que também impedirá a passagem de navios mercantes com bandeira iraniana.

Os Estados Unidos mantêm dois porta-aviões e cerca de 20 embarcações militares e de apoio na região. Entre elas estão destróieres usados em operações de abordagem e interceptação de navios.

Medida semelhante vigorou entre abril e junho, antes do acordo de cessar-fogo posteriormente abandonado. Naquele período, o Comando Central dos Estados Unidos afirmou ter desviado 140 embarcações e imobilizado outras nove.

Donald Trump havia anunciado a cobrança de um pedágio de 20% sobre produtos transportados pelo estreito, mas desistiu da proposta após a reação de aliados do Golfo Pérsico. O presidente afirmou que substituirá a taxa por acordos comerciais e investimentos nos Estados Unidos, sem informar quais governos aceitaram a negociação.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Jim Watson/AFP/Getty Images

O Irã classificou o bloqueio como ilegal e declarou que não cumprirá a restrição. Teerã também mantém a exigência de que embarcações obtenham autorização da Guarda Revolucionária para atravessar o estreito. O tráfego marítimo caiu de cerca de 140 navios antes da guerra para apenas quatro na medição mais recente.

Os ataques também se intensificaram. Forças estadunidenses bombardearam posições próximas a Ormuz, incluindo a ilha de Qeshm e o porto de Bandar Abbas. O Irã, por sua vez, atingiu ao menos quatro petroleiros, dois deles dos Emirados Árabes Unidos.

Teerã também atacou um navio de guerra do Kuwait e deixou quatro marinheiros feridos, além de atingir instalações ligadas aos Estados Unidos no Bahrein. As ações aumentam o risco de que outros países do Golfo sejam arrastados para o conflito.

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