Marisa Monte lança novo trabalho e classifica Bolsonaro como “um retrocesso conservador”

Início do clip que dá nome ao novo trabalho de Marisa Monte. Reprodução YouTube

Depois de quase 10 anos sem trabalhos solos novos e dois anos de ‘invisibilidade’, Marisa Monte retorna à cena, no dia em que completa 54 anos, com um novo trabalho, o álbum Portas.

Em entrevista concedida à Folha de S.Paulo, Marisa falou, entre outros assuntos, sobre política e sobre o governo Bolsonaro, a quem classifica como “frágil” e “um retrocesso conservador”.

“Num momento de tanto negacionismo, a gente precisa afirmar o que é compatível com a vida, ciência e democracia. Precisamos justamente de um afirmacionismo”, diz ela, rindo. “Eu realmente acho que sairemos bem melhores [do momento atual]. E isso não é um desejo ou uma intuição. É baseado na história.”

“Acho que estou contribuindo da minha maneira, com a resistência poética e amorosa, apontando para um futuro melhor com fé e carinho. E eu vejo coisas bonitas acontecendo no Brasil o tempo inteiro, pessoas que admiro militando nos seus microcosmos”, diz ela explicando seu otimismo. “As coisas têm uma evolução que às vezes não é do jeitinho que queremos, mas ainda assim, eu tenho muita esperança no futuro.”

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