Marta cospe no prato que comeu. Por Larissa Bernardes

Ela

O portal Universa, do UOL, publicou uma entrevista com Marta Suplicy nesta quinta-feira (9). A introdução do texto nos prepara para o que está por vir: uma descrição sobre o confortável apartamento do marido de Marta e seus artigos de luxo.

Do alto de sua torre, Marta dispara contra seus ex-companheiros do Partido dos Trabalhadores.

Ela, que apoiou o golpe, afirma que “Dilma não estava à altura do cargo”. Em outro momento, diz que a escolha da ex-presidenta foi um ponto “fora da curva”. Coloca como se fosse um capricho pessoal de Lula.

“Nunca achei que tomar uma posição frontal como aquela fosse uma posição contra a mulher. Era contra a incompetência dela. E nunca achei que ela ter ido mal teria uma repercussão muito grande para as mulheres. Foi fora da curva ela ser candidata. Foi uma decisão pessoal do Lula. Como ele mesmo dizia, ela era um poste. Agora, o poste é o Haddad”, disse.

Apesar de afirmar durante a entrevista que não possui ressentimento pela escolha de Dilma Rousseff para ser a primeira mulher candidata à Presidência pelo PT, não é essa a impressão que fica depois de ler a entrevista.

Sobre as eleições deste ano, Marta é categórica em afirmar que não votaria em Fernando Haddad.

“No Haddad, eu não vou votar. Se for para o segundo turno Haddad e Bolsonaro, vou ter que reconsiderar, claro”.

Ela também não mediu palavras para atacar Lula. Sobre a relação dos dois, afirmou:

“Nunca fui do círculo mais íntimo dele, mas sempre tive uma relação muito boa. Na época do sindicalismo, ele era muito machista. Para ele, homossexual era doença. E nisso, eu tive uma influência enorme nele e, por consequência, no PT. E o Lula é uma esponja. Ele aprende alguma coisa e logo já está dando aula. Eu me aproximei mais dele na época em que percebi que a Dilma ia ser um desastre se reeleita, e que ele é que tinha de ser o candidato. Mas, na hora H, ele se acovardou. Ele falava bastante mal dela, mas não a enfrentou”.

Após disparar contra Lula, Dilma, Haddad, até mesmo seu ex-marido, Eduardo Suplicy, entrou na roda.

Marta afirma que o ‘papito’ contribui para o falatório das pessoas sobre o fato de ela ter continuado a usar o sobrenome da família Suplicy após a separação.

“Paguei [o preço]. As pessoas falaram por anos disso. E o Eduardo incrementa isso”.

Enquanto a esquerda sofre por falta de unidade, Bolsonaro é o segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto.