Marta Suplicy sempre foi isto que é, nós é que não víamos. Por Leandro Fortes

 

Marina, a Dona Santinha da Floresta, eu compreendo: não há mente sã que o evangelho não contamine e deteriore.

Mas Marta Suplicy, admito, ainda me surpreende.

Entendo, mas não aceito, que o ressentimento e a inveja são poderosos venenos d’alma, e nos mostram todos os livros – os de história, romances e as escrituras ditas sagradas – que reis e civilizações ruíram sob esses e outros maus augúrios.

Daí a trair uma biografia inteira, apoiar um golpe contra os seus e, agora, reverenciar a ida de Michel Temer a Davos – um fracasso retumbante – como o início de uma nova era pátria, é de se pensar no caso de uma patologia.

Ou na hipótese, quase sempre certeira, de que Marta Suplicy sempre foi isto que é, nós é que não víamos, escondida que estava sob o manto resplandescente de maquiagens, laquê, saltos e sedas multicoloridas e de muito valor.

 

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