Massacrado pelo Estado: catador morto pelo Exército não foi transferido de hospital após decisão judicial

A nossa bandeira já é vermelha

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A equipe médica do Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, operou o catador de materiais recicláveis Luciano Macedo, 27 anos, apesar da determinação da Justiça para que ele fosse removido para um hospital melhor.

Luciano ficou impedido de ser removido para outra unidade de saúde, desrespeitando decisão da Justiça.

Morreu na manhã desta quinta, dia 18.

Ele foi alvejado ao tentar socorrer a família do músico Evaldo Santos Rosa, de 51 anos, o Manduca, fuzilado com mais de 80 tiros disparados por militares do Exército

“Luciano está sendo destroçado por todos as esferas do Estado. Foi baleado pelo Exército, foi levado para um hospital estadual sem condições de realizar todos os procedimentos necessários e foi impedido de ser atendido em hospital municipal por falta de vagas”, disse a advogada Maria Isabel Tancredo.

A juíza Érica de Paula Rodrigues da Cunha, do 3° Juizado Especial Fazendário do Tribunal de Justiça, havia dado 24 horas, desde o último dia 17, para que o homem fosse transferido.

Caso a ordem não fosse cumprida no prazo, além de multa, a magistrada determinara que Luciano se encaminhasse para a rede privada.

A decisão designou que se verificassem imediatamente a existência de vagas no São Vicente de Paulo (Tijuca), Rede Samaritano (Botafogo) e Quinta D’Or (São Cristóvão).

A decisão ocorreu após os órgãos públicos descumprirem a decisão judicial proferida no dia 16, que dava seis horas para a mudança para o Hospital Municipal Moacyr do Carmo, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Sua defensora está coberta de razão. Ele foi destroçado pelo estado.

Luciano foi massacrado por um país de cidadãos de bem bolsonaristas que o consideram um lixo reciclável.

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