Massacre em Paraisópolis: a culpa é do erro operacional? Por Moisés Mendes

Vítimas de Paraisópolis. Foto: Reprodução/Jornal GGN

POR MOISÉS MENDES

Um erro operacional grave. É como Sergio Moro define o massacre de Paraisópolis.

O estouro da bomba no colo do sargento Guilherme do Rosário, no atentado do Riocentro, em 1981, também foi resultante de um erro operacional.

Torturadores da ditadura diziam se exceder em suas tarefas e assim cometiam assassinatos por erro operacional. Vladimir Herzog foi morto assim numa masmorra militar.

O erro operacional pode ser usado para explicar de delitos leves a crimes bárbaros, nas mais variadas circunstâncias.

O massacre de 111 presidiários do Carandiru, em 1992, teria sido provocado pela perda de comando e por um erro operacional da polícia militar.

Na origem das matanças das barragens que estouram em Minas, estão erros operacionais.

Quanto maior a chance de impunidade, maior a possibilidade de ‘erro operacional’.

Pobres, negros, índios e mulheres são eliminados todos os dias por assassinos que recorrem à desculpa do erro operacional.

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