
Amanda Ungaro, ex-modelo brasileira, revelou detalhes do relacionamento abusivo que viveu com Paolo Zampolli, aliado próximo de Donald Trump. Ela descreveu 2002 como o “início de um pesadelo”, quando, aos 17 anos, passou a viver com ele.
Em entrevista ao jornal O Globo, ela relatou episódios de abuso sexual e violência doméstica, incluindo um incidente em que Zampolli alegou ter tido relações com ela enquanto ela estava desmaiada. Amanda, ao se dar conta do crime, disse a ele: “Isso se chama estupro. Eu fui abusada”. O então companheiro apenas riu.
Amanda também falou sobre outra agressão, quando se recusou a ter sexo com Zampolli e foi agredida enquanto se preparava para ir trabalhar. Ela procurou um advogado após o incidente e iniciou um processo na Suprema Corte americana em 2018 para se separar legalmente.
Segundo Amanda, a violência foi gradual e intensificada pela vida social do casal, que, com o nascimento de seu filho, começou a mostrar os conflitos irreconciliáveis entre ela e Zampolli. “Estava me arrumando quando ele veio para cima de mim e me deixou toda marcada. Foi assim que procurei um advogado e começou o processo na Suprema Corte, em 2018, para eu poder me separar”, prosseguiu.
Amanda relatou que o comportamento de Zampolli piorou com a chegada de Donald Trump à presidência dos EUA. Segundo ela, o companheiro ficou obcecado com a ideia dele como presidente, o que agravou a crise em seu relacionamento.

A partir de 2016, o casal passou a ser convidado para eventos em Mar-a-Lago, onde, curiosamente, Zampolli tinha uma amizade mais próxima com Melania Trump, que enviava presentes para o filho de Amanda.
“Quando eu estava grávida, pedi muito para ele diminuir o ritmo de festas, isso de sair todos os dias, e ele sempre ignorou. Quando o Giovanni nasceu, ele estava na Provocateur [clube de Nova York], festejando com os amigos dele e eu no hospital tendo meu filho”, acrescentou.
Apesar disso, o casal se reconciliou, com Zampolli afirmando que Trump havia mediado a situação, sugerindo que o filho do casal quisesse que seus pais ficassem juntos.
Em 2021, após Zampolli ser acusado de um caso extraconjugal, o relacionamento terminou definitivamente. Amanda então reabriu o processo judicial para disputar a guarda do filho, Giovanni, agora com 15 anos.
No meio dessa disputa, Amanda foi deportada para o Brasil em 2025, acusando Zampolli de usar sua influência no governo de Trump para causar sua prisão.