Conheça o médico italiano que liderou movimento antivacina e mudou de ideia

Atualizado em 14 de fevereiro de 2022 às 7:40
A imagem do médico negacionista
Médico italiano diz ter abandonado movimento antivacina após morte de homem de 29 anos Foto: Reprodução La7 Attualitá

Médico que liderou movimento antivacina, o italiano Pasquale Bacco, agora se diz arrependido de ter tomado essa postura negacionismo nos últimos anos. Mas quem é esse médico?

Bacco nasceu no dia 24 de fevereiro de 1972. Ele tem 49 anos, fará 50 em breve, e é da cidade Battipaglia, na Itália. Ele veio de uma localidade que tem, hoje, 50 mil habitantes.

Ele disse que seu movimento é mantido por um “sistema” que envolve médicos, empresários, advogados e professores negacionistas. O especialista já disse que foi pago para organizar protestos em praças locais e que os organizadores são treinados sobre o que falar.

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Arrependimento do médico negacionista

Numa entrevista ao jornal espanhol El Mundo, Bacco falou que a existência de evidências científicas o fez confiar na imunização contra a Covid-19 e no perigo que a doença representa.

Diz que foi um “covarde” por propagar “teorias da conspiração” e afirmou correr risco de morte por ter abandonado a organização.

Médico informou que o principal motivo que o fez questionar as posições contra a vacina foi a morte de um jovem de 29 anos na Itália. Ele estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). De acordo com Bacco, ele tinha vídeos do médico “propagando desinformação” sobre os imunizantes no celular.

“Fomos grandes covardes, todos antivacinas. Fomos às praças e sabíamos que as pessoas queriam ouvir coisas fortes. Assim, provocamos cada vez mais (…) Fomos realmente uns bastardos, não estou escondendo a verdade. Um dia, temos que ser responsabilizados por isso. Infelizmente, pedi perdão a todos. Mas esse perdão é inútil”, comentou.

Esse médico informou que encontrou a família do jovem, que disse a ele ser um fã dos seus discursos.

“Sinto que a morte foi minha culpa. E a coisa ainda me incomoda hoje. Não era uma crença para mim. Quando eu vi a realidade com meus próprios olhos, eu percebi que estava errado”, disse Bacco.

“Fomos treinados no que dizer, e não pelos recém-chegados, mas por quem tinha dirigido o movimento nacional. Então foi gerado um processo espontâneo”, declarou na mesma entrevista.

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