Meio bilhão para a campanha de Sergio Moro. Por Fernando Brito

Sérgio Moro. Foto: AFP

Publicado originalmente no blog Tijolaço

POR FERNANDO BRITO

É corrupção pura e simples a “oferta” – que a Globo pressiona o governo a “aceitar” – de R$ 500 milhões feita pela juíza Gabriela Hardt, a substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Criminal de Curitiba, para serem empregados no combate ao Covid-19.

É certo que um juiz pode recuperar valores e cobrar multas de réus condenados, mas não existe, em qualquer lugar do mundo, que possa o magistrado destinar valores segundo o seu próprio critério, ainda mais neste volume.

Quem destina dinheiro é o governo da União, com autorização legislativa. Atende isso pelo antiquado nome de Orçamento público, sujeito a leis e a controle.

Como é que a Dra. Hardt vai decidir se é para a pandemia, ou se é para saneamento, ou se é para construção de estradas, ou para qualquer outra finalidade?

O dinheiro é dela?

E o Ministério Público, multa para ficar com dinheiro sob seu controle, para destinar àquilo que ele acha que merece receber?

Reinaldo Azevedo, ontem, mata – e com grande vigor, veja no vídeo ao final – – a charada: é dinheiro para promover a Lava Jato, que anda mal de imagem e agora quer passar por “boazinha” com o dinheiro alheio.

E, promovendo a Lava Jato, claro, promove Moro, o benfazejo que tira o dinheiro da corrupção para brindar os doentes.

A Globo anuncia a dinheirama no Jornal Nacional, dizendo que é “a Lava Jato” que oferece e a juíza como aquela que autoriza a liberação da bufunfa.

O pior é que uma resolução do presidente do STF, Dias Toffoli consagra esta imoralidade, determinado que os tribunais cuidem de destinar dinheiros ao financiamento do combate ao Covid-19.

Isso sim é um total usurpação de poder sobre o Legislativo e o Executivo.

Não existe a possibilidade de um sistema judicial que possa ficar para si com dinheiro recuperado de quem tenha sido eventualmente lesado, nem tornar-se provedor financeiro de propgramas e obras com dinheiro de multas aplicadas, sob pena de se criar – se é que já não se criou – um juiz que se interesse financeiramente em condenar para receber.

O nome disso é corrupção, não há outro.

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