Membro do PCC que já tinha atestado de óbito é morto pela Rota em troca de tiros

Atualizado em 24 de março de 2026 às 18:46
Policial da ROTA em depois de confronto armado com integrante do PCC. Foto: Divulgação

Um homem apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) foi baleado e morto na tarde desta terça‑feira (24) em Praia Grande, no litoral de São Paulo, após confrontar policiais da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) durante uma tentativa de abordagem.

A ação ocorreu por volta das 12h46, na Avenida Presidente Castelo Branco, no bairro Guilhermina, quando equipes do 1º Batalhão de Polícia de Choque localizaram o veículo em que o suspeito estava, segundo a corporação.

De acordo com a Polícia Militar, ao perceber a aproximação dos agentes o homem reagiu, o que provocou uma troca de tiros entre ele e os policiais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado rapidamente, mas o suspeito não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada ainda no local.

Os policiais envolvidos não ficaram feridos. A Rota informou que o homem estava sendo procurado pela Justiça e usava um atestado de óbito falso desde novembro do ano passado, o que havia dificultado sua localização até então. A corporação acrescentou que a identificação contou com apoio dos serviços de inteligência da PM.

Cena do crime no litoral paulista. Foto: Divulgação

A ação desencadeou uma operação de reconhecimento da área e a ocorrência segue em andamento, com equipes da Polícia Militar e da Secretaria de Segurança Pública acompanhando o desdobramento. A SSP não se pronunciou oficialmente até a publicação desta matéria.

Segundo relato dos agentes, o suspeito acumulava histórico de envolvimento em crimes graves, como roubo, receptação, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e porte ilegal de arma de fogo, e estava em liberdade sob identidade falsa.

O capitão Salim que comandou a equipe afirmou que o homem se sentiu à vontade para continuar atuando ilicitamente na região da Baixada Santista ao usar a identidade falsa. A polícia destacou que a estratégia de monitoramento permitiu localizar o veículo e iniciar a abordagem.

“Esse indivíduo estava sendo monitorado pela nossa atividade de inteligência. A atividade identificou que ele possuía um atestado de óbito forjado em nome dele e com isso ele tinha uma outra identidade civil. E com essa identidade civil nova ele se sentiu bem à vontade para continuar atuando ilicitamente aqui na região da Baixada Santista como indivíduo de alta relevância dentro da organização criminosa”, disse o capitão.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.