Mendonça manda PF apurar vazamentos no caso Lulinha

Atualizado em 21 de agosto de 2026 às 11:22
André Mendonça, ministro do STF. Foto: reprodução

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (21) que a Polícia Federal apure suspeitas de novos vazamentos de dados sigilosos em inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A ordem alcança informações divulgadas em reportagens jornalísticas, mas Mendonça ressaltou que a investigação não deve mirar autores nem responsáveis pela publicação das matérias. A apuração deve buscar pessoas que “tinham o dever funcional de preservar o sigilo das informações”.

No despacho, o ministro afirmou haver “identidade entre os objetos das notícias recentemente veiculadas” e uma investigação que já tramita desde o início do ano. Ele também incluiu no procedimento a busca pela origem dos dados divulgados indevidamente.

O STF analisa três inquéritos que envolvem Lulinha. Dois deles apuram suspeitas de tráfico de influência em negociações relacionadas ao Ministério da Saúde e à Dataprev.

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Foto: Reprodução

Inquéritos no STF e pedido da PGR

Um terceiro procedimento está sob relatoria do ministro Flávio Dino. Esse inquérito investiga possível atuação para favorecer interesses privados perante órgãos públicos, e seus detalhes permanecem sob sigilo.

A Procuradoria-Geral da República defendeu que ao menos dois dos inquéritos deixem o Supremo e sigam para a primeira instância da Justiça Federal. O argumento é que os casos não teriam investigados com foro privilegiado.

Mendonça, relator de dois procedimentos, avalia manter os processos no STF. O ministro considera que mensagens encontradas no celular de Roberta Luchsinger citariam autoridades com foro privilegiado.

A Polícia Federal ainda precisa aprofundar a análise dessas mensagens para esclarecer a eventual participação de autoridades e definir se há elementos que justifiquem a permanência dos inquéritos no Supremo.

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