
A Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito para apurar uma denúncia de estupro coletivo envolvendo um estudante de 12 anos dentro do banheiro de uma escola estadual localizada na zona norte da capital. O crime ocorreu no dia 27 de fevereiro, e quatro adolescentes, todos menores de 18 anos e matriculados no 7º e 9º anos, foram apontados como os autores da agressão sexual.
O caso, classificado como ato infracional análogo a estupro de vulnerável, está sendo tratado com sigilo para preservar a identidade das crianças envolvidas. De acordo com as investigações preliminares, a mãe da vítima percebeu algo errado assim que o menino chegou da escola: diferente do habitual, ele foi direto para o quarto e evitou qualquer contato.
Diante do comportamento atípico, o irmão mais velho do garoto passou a questioná-lo e ouviu o relato de que ele havia sido arrastado para dentro do banheiro por um grupo de colegas, onde sofreu o abuso. O irmão também contou à família que um dos alunos retirou a vítima do banheiro ao notar uma movimentação estranha no local.
A mãe procurou a escola no dia 2 de março para exigir providências. Durante a reunião com a direção e os responsáveis pelos acusados, um dos meninos teria ameaçado a vítima na frente dos adultos. Segundo relato da mulher à polícia, o adolescente disse ao menino que “pensasse bem” antes de contar qualquer coisa, pois poderia ser agredido na saída da escola.

A gestão escolar acionou o Conselho Tutelar e registrou boletim de ocorrência, dando início ao procedimento legal. Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública confirmou que a vítima será ouvida em depoimento especial no distrito policial, acompanhada da responsável, para dar mais detalhes sobre o ocorrido.
A Secretaria Estadual da Educação, sob gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou repúdio a qualquer forma de abuso e informou que abriu uma apuração interna para avaliar a conduta da equipe escolar diante dos fatos.
A pasta ainda disse que, assim que tomou conhecimento da denúncia, a direção da unidade acionou os órgãos competentes e os familiares envolvidos. Equipes do programa Conviva, que oferece suporte psicossocial nas escolas, foram deslocadas para acompanhar a situação e orientar funcionários e alunos.