México acusa CIA de operar sem aval no país após morte de dois agentes

Atualizado em 26 de abril de 2026 às 11:54
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, ao lado do ministro da Defesa Ricardo Trevilla Trejo, em fevereiro/2026 — Foto: Reprodução

O governo do México informou que os dois agentes da CIA mortos em uma operação contra o narcotráfico em Chihuahua atuavam no país sem autorização legal. A presidente Claudia Sheinbaum mandou abrir investigação e classificou a presença dos americanos como violação dos protocolos de soberania e segurança nacional.

Segundo as autoridades mexicanas, um dos agentes entrou no país como visitante e o outro usou passaporte diplomático, sem que o Gabinete de Segurança ou a chancelaria mexicana tivessem sido oficialmente comunicados sobre a operação. O caso passou a ser revisto em conjunto com autoridades locais e a embaixada dos Estados Unidos.

Os dois americanos morreram durante uma ação contra traficantes em Chihuahua, que também deixou mortos policiais mexicanos após a explosão de um veículo. Inicialmente, o embaixador americano Ronald Johnson disse apenas que as vítimas eram funcionários da embaixada, enquanto a CIA e o Departamento de Estado evitaram comentar.

A crise reacendeu o debate sobre a atuação de agentes estrangeiros em solo mexicano. Sheinbaum reiterou que o país aceita apenas cooperação técnica e troca de informações com os Estados Unidos, sem participação direta em operações. O episódio também amplia a tensão diplomática em meio à pressão do presidente Donald Trump por maior intervenção americana no combate aos cartéis.