Os 8 estados dos EUA com disputa mais acirrada pelo Senado

Atualizado em 2 de novembro de 2026 às 9:03
Congresso dos EUA. Foto: reprodução

As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para a próxima terça-feira (3), colocarão oito disputas pelo Senado no centro da batalha pelo controle do Congresso e pelo futuro da agenda do presidente Donald Trump. Alasca, Iowa, Kansas, Maine, Michigan, Ohio, Texas e Carolina do Norte concentram as corridas mais competitivas.

Os republicanos chegam à eleição com 53 das 100 cadeiras do Senado, ante 47 dos democratas. Como o vice-presidente JD Vance pode desempatar votações a favor do governo, o Partido Republicano mantém o comando da Casa com 50 senadores; os democratas precisam conquistar ao menos 51 assentos.

Das 35 vagas em jogo, 22 pertencem atualmente aos republicanos e 13 aos democratas. A oposição precisa virar quatro cadeiras e, ao mesmo tempo, defender postos vulneráveis, especialmente o de Michigan, onde o senador democrata Gary Peters desistiu de buscar a reeleição.

No Alasca, a democrata Mary Peltola enfrenta o senador republicano Dan Sullivan, aliado de Trump que busca o terceiro mandato. A corrida ainda reúne dois outros republicanos, entre eles Dan J. Sullivan Jr., nome quase idêntico ao do senador e que pode dividir votos conservadores.

Estados conservadores entram no radar democrata

Iowa e Kansas, dois estados vencidos por Trump em 2024, também terão disputas monitoradas. Em Iowa, a deputada federal republicana Ashley Hinson concorre contra o democrata Josh Turek, deputado estadual e bicampeão paralímpico de basquete em cadeira de rodas; os democratas exploram os efeitos das tarifas e da alta de custos para agricultores.

No Kansas, o senador republicano Roger Marshall enfrenta Adam Hamilton, pastor metodista e líder de uma grande igreja no estado. Hamilton tenta atrair eleitores moderados e aparece com vantagem de um ponto percentual na média de pesquisas, apesar de nenhum democrata vencer uma eleição ao Senado pelo Kansas desde 1932.

Eleitora preenche cédula em seção eleitoral nos Estados Unidos
Eleitora preenche uma cédula de votação em Harrisburg, na Pensilvânia. Foto: Reprodução

O Maine oferece uma das melhores chances de virada para os democratas. Troy Jackson, ex-presidente do Senado estadual, desafia Susan Collins, republicana no cargo desde 1997, que enfrenta desgaste pelo voto decisivo na confirmação de Brett Kavanaugh à Suprema Corte em 2018.

Em Michigan, o republicano Mike Rogers disputa a cadeira aberta contra o democrata Abdul El-Sayed, médico de 41 anos e filho de imigrantes egípcios. Se vencer, El-Sayed será o primeiro muçulmano eleito para o Senado dos Estados Unidos; sua campanha defende pautas sociais e critica a atuação de Israel em Gaza.

Ohio também pode mudar de lado. O ex-senador democrata Sherrod Brown tenta recuperar o posto perdido para Bernie Moreno e enfrenta Jon Husted, republicano nomeado em janeiro de 2025 para ocupar a vaga deixada por Vance ao assumir a vice-presidência.

No Texas, o deputado estadual democrata James Talarico enfrenta o procurador-geral Ken Paxton, um dos principais nomes da direita trumpista no estado e apoiado por Trump. Paxton foi absolvido pelo Senado estadual em um processo de impeachment por acusações de corrupção e abuso de poder em 2023 e encerrou, por acordo, um caso de fraude de valores mobiliários.

A Carolina do Norte terá uma cadeira aberta depois que o republicano Thom Tillis desistiu de concorrer à reeleição. O democrata Roy Cooper, ex-governador e ex-procurador-geral do estado, enfrenta Michael Whatley, ex-presidente do Comitê Nacional Republicano e aliado de Trump sem experiência em cargo eletivo.

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