Milei ataca Lula após EUA sequestrar Maduro na Venezuela: “Viva la libertad, carajo!”

Atualizado em 3 de janeiro de 2026 às 11:14
O presidente da Argentina, Javier Mile. Foto: Reprodução

O presidente da Argentina, Javier Milei, atacou Lula após a ação criminosa dos Estados Unidos na Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (3), Milei direcionou críticas ao presidente brasileiro ao associá-lo ao líder venezuelano.

O post mostra trecho do discurso de Milei na cúpula do Mercosul, realizada em dezembro, em Foz do Iguaçu (PR). Na ocasião, o argentino declarou: “A ditadura atroz e desumana do narco-terrorista Nicolás Maduro cria uma sombra obscura sobre a nossa região. Esse perigo e essa vergonha não podem continuar existindo no continente ou terminarão arrastando a todos nós consigo”.

O vídeo editado destaca as reações do presidente Lula durante a cúpula. À época, Milei afirmou ainda: “A Argentina saúda a pressão dos Estados Unidos e Donald Trump para libertar o povo venezuelano. O momento de uma abordagem tímida sobre este assunto acabou”.

Do lado brasileiro, Lula havia feito declaração em sentido contrário, ao afirmar que uma intervenção na Venezuela seria uma “catástrofe humanitária”. Em outro trecho do discurso, o presidente brasileiro disse: “Passadas mais de quatro décadas desde a Guerra das Malvinas, o continente sul-americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extrarregional”.

Os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e do Brasil, Lula. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A nova publicação de Milei ocorre após Washington anunciar bombardeios a Caracas e outras cidades venezuelanas e a captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores, que, segundo autoridades norte-americanas, serão processados nos Estados Unidos sob acusações relacionadas a narcotráfico e armamento pesado.

O vídeo divulgado por Milei termina com uma foto de Lula e Maduro abraçados e a legenda: “A liberdade avança. Viva a liberdade, caral”**. O cenário amplia a tensão política na região após o ataque criminoso à Venezuela.