Minhas escolhas para a eleição. Por Luis Felipe Miguel

Luis Felipe Miguel. Foto: Arquivo Pessoal/Facebook

Publicado originalmente no perfil do autor no Facebook

POR LUIS FELIPE MIGUEL, professor de ciência política na UnB

Na véspera do início da breve e assimétrica campanha na TV, um balanço de minhas escolhas para a eleição.

Primeira e mais importante escolha: o entendimento de que a eleição não vai resolver nossos problemas. É apenas uma entre muitas frentes de luta pela democracia e pelos direitos. Focar só nela é um caminho para a derrota.

Segunda escolha: sem deixar de enunciar com clareza minhas opções, não quero que, nesta página, a campanha eleitoral sufoque o debate franco e o escrutínio crítico sobre todas as candidaturas (seguindo o que anotou, faz umas semanas, o amigo Pedro Lula Gontijo).

Para presidente, voto em Guilherme Boulos e Sonia Bone Guajajara, pela promessa que a chapa do PSOL representa de renovação da esquerda brasileira.

No contexto também difícil da eleição para o governo do Distrito Federal, estou com Fatima Sousa.

Para o Senado pelo DF, a esquerda lançou (infelizmente) quatro candidatos. Estou inclinado a votar em um advogado e um jurista que têm lutado com destemor contra o golpe e os retrocessos: Marcelo Neves e Marivaldo Pereira. Marcelo ainda traz o bônus de limpar o nome da UnB, minha instituição, no Senado – já tivemos o saudoso Lauro Campos lá, mas agora quem nos desrepresenta é o ignóbil traíra.

Para a Câmara dos Deputados, vou votar no PSOL. É difícil que o partido consiga eleger um federal aqui no DF, mas contribuo para que o partido supere a cláusula de barreira e seus deputados eleitos nos estados possam exercer mais plenamente seus mandatos. Além disso, terei o prazer de votar uma vez mais em Maria José Maninha, uma referência permanente de coerência política e combatividade.

Mas, para quem prefere ver seu voto transformado mais diretamente em um mandato, recomendo a reeleição de Erika Kokay, parlamentar de comportamento irrepreensível na defesa das liberdades e dos direitos. Não posso deixar de anotar também a candidatura de Fernando Horta, companheiro aguerrido e infatigável na trincheira do antigolpismo.

Para a Câmara Legislativa a chapa do PSOL tem chance efetiva de emplacar um deputado. Tenho acompanhado de perto a campanha de Fábio Felix, uma das esperanças da jovem política no DF, comprometido com múltiplas causas emancipatórias, e também a proposta inovadora do Mandato Coletivo 50555. Mas para os amigos que preferem votar no PT, indico duas mulheres de gerações diferentes, ambas firmes na luta: Arlete Sampaio e Hellen Frida.

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