Ministério Público e Lava Jato querem incendiar o país e melar as eleições. Por Geraldo Seabra

O Ministério Público brasileiro não tem nenhuma responsabilidade institucional, tampouco com a sociedade que o sustenta ao pagar seus arquimilionários salários. Qualquer cidadão de bem pode ser denunciado por um mero procurador sem nada acontecer ao denunciante, mesmo que jamais prove ou que mais adiante fique evidenciada sua má fé com a denúncia.

A manchete da edição desta terça-feira (28) do Estadão não deixa dúvida. Com a escandalosa ação por “improbidade administrativa” contra o ex-prefeito Fernando Haddad movida ontem e na qual o Ministério Público de São Paulo pede a condenação do vice de Lula por “enriquecimento ilícito”, os procuradores paulistas – com o compadrio do jornalão da família Mesquita – só confirmam o objetivo da Operação Lava Jato de melar as eleições deste ano.

Desde a denúncia sem provas e a condenação em prazo recorde de Lula pelo juiz Sérgio Moro e pelos desembargadores do TRF-4 se deu início no Brasil a uma “marcha da insensatez”, termo cunhado pela historiadora norte-americana Barbara Tuchman (1912-1989) para definir um grupo de autoridades acometidas do estranho paradoxo de tomar decisões contrárias ao interesse da sociedade.

É o caso, mais uma vez, do Ministério Público de São Paulo com essa esdrúxula ação contra Haddad. Ela não vem de graça, chega no bojo da confirmação pelas pesquisas eleitorais do crescimento do potencial de Lula de transferir seu caminhão de votos para o seu vice, na eventualidade do ex-presidente ter confirmada a cassação do seu direito de concorrer e precise ser substituído por Haddad na chapa do PT para presidente da República.

A ordem dos atores dessa “marcha da insensatez” tupiniquim é repetir contra Lula, Haddad ou qualquer candidato progressista às eleições de outubro o golpe com o qual depuseram a presidenta Dilma Rousseff do poder. Na edição de ontem do Jornal Nacional, Willian Bonner confirmou isso, ao bombardear o candidato do PDT, Ciro Gomes, com insinuações de prática de irregularidades do presidente do partido, Carlos Luppi, além de interromper o pedetista sempre que ele fazia alguma referência elogiosa ao ex-presidente Lula.

A Polícia Federal, por sua vez, vive uma crise de identidade, entre combater o tráfico de drogas e voltar a ser a polícia política da ditadura militar (1964-1985), quando se destacou como linha auxiliar dos militares na repressão, prisão e tortura de presos políticos. Além de atuar como a polícia política de Sérgio Moro, a Polícia Federal, com a cumplicidade do Ministério Público, passou a perseguir os professores da Universidade Federal de Santa Catarina porque criticaram a delegada federal Érika Marena, responsável pelo inquérito que levou à morte o ex-reitor Luiz Carlos Cancellier, acusado e processado, sem provas, de desvio de recursos da UFSC.

Na aliança golpista que firmaram com a Rede Globo e a chamada “grande imprensa”, na verdade devido à sua grande capacidade de produzir fakes news (notícias falsas) – representada pelo próprio Estadão, a Folha, O Globo e Veja – o juiz Sérgio Moro e seus asseclas de procuradores, policiais federais, desembargadores e até ministros dos tribunais superiores estão pagando para ver o País pegar fogo. Resta saber, no meio dessa marcha, quem oferecer brioches a uma população com tanta fome de justiça.

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