Ministro do STJ tentou agarrar jovem três vezes e estava “visivelmente excitado”, diz acusação

Atualizado em 4 de fevereiro de 2026 às 17:25
O ministro do Superior Tribunal de Justiça Marco Buzzi. Foto: Divulgação

O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Marco Buzzi tornou-se alvo de uma grave acusação de assédio sexual envolvendo uma jovem de 18 anos. Segundo o relato da vítima, o magistrado tentou agarrá-la três vezes, em um caso que a deixou em estado de desespero.

Os fatos teriam ocorrido em janeiro, durante o período em que a jovem passava as férias hospedada na casa de praia do ministro, em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. De acordo com o depoimento, Buzzi estaria “visivelmente excitado” no momento das investidas relatadas.

A jovem é filha de um casal de amigos próximos de Marco Buzzi. No dia 9 de janeiro, todos estavam juntos na praia quando, em determinado momento, ela entrou no mar para tomar banho. O ministro também estava dentro da água quando, segundo o relato, ocorreram as tentativas de abordagem física.

Ainda conforme a denúncia, a jovem conseguiu se desvencilhar das investidas, saiu do mar rapidamente e correu para a faixa de areia. Em forte abalo emocional, contou imediatamente aos pais o que havia acontecido. Diante do relato, o casal ficou estupefato e decidiu deixar o local sem demora.

Após deixarem Balneário Camboriú, os pais retornaram com a filha para São Paulo. Já na capital paulista, registraram boletim de ocorrência em uma delegacia de polícia, formalizando a denúncia contra o ministro do STJ.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça Marco Buzzi. Foto: Divulgação

Por se tratar de uma autoridade com foro por prerrogativa de função, o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal. Na terça-feira (3), os denunciantes estiveram com um juiz auxiliar do ministro Edson Fachin para prestar esclarecimentos iniciais.

Na sequência, a denúncia passou a ser formalizada no Conselho Nacional de Justiça Conselho Nacional de Justiça. Em nota, o CNJ informou que “o caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira”.

Segundo o Conselho, “tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização”. O órgão também declarou que “a Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo”.

O advogado da vítima e de sua família, Daniel Leon Bialski, afirmou que “neste momento o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado”. Ele acrescentou: “Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”.

Em nota, o ministro Marco Buzzi negou as acusações. “Foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos”, afirmou. Segundo o magistrado, ele “repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.