
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, detonou a postura do senador Flávio Bolsonaro (PL) durante a fala do presidente Lula (PT) no debate da Band. A reclamação ocorreu no intervalo do programa.
Enquanto Lula se dirigia à câmera, Flávio passou atrás do presidente, fez caretas e negou com gestos acusações feitas pelo petista. O senador adotou a movimentação como reação às falas do adversário.
Lula se incomodou com a presença de Flávio atrás dele e afirmou que poderia pedir direito de resposta caso o senador estivesse “zombando”. O presidente concorria à reeleição.
A crítica de Sidônio mirou justamente os gestos do senador durante os momentos em que Lula falava diretamente ao público. As regras do debate, porém, permitiam que os candidatos circulassem livremente pelo estúdio.

Oinegue pediu menos movimentos no terceiro bloco
No início do terceiro bloco, o jornalista Eduardo Oinegue pediu que os candidatos evitassem movimentos bruscos. O apresentador afirmou que a orientação buscava impedir prejuízo à compreensão do telespectador.
O pedido não determinou que os participantes permanecessem parados em posições específicas. A intervenção tratou dos deslocamentos e gestos que poderiam desviar a atenção durante as falas.
Flávio havia usado expressões faciais e sinais de negação enquanto Lula apresentava suas acusações. A movimentação levou o presidente a reagir ainda durante o debate.
O debate seguiu após a orientação de Oinegue, com os candidatos mantendo a possibilidade de circular no estúdio dentro das regras previstas pela emissora.