Míriam Leitão diz que peronismo “não tem cheque em branco”, o mesmo que ela deu a Macri. Por Kiko Nogueira

Miriam Leitão com Fernando Henrique

Ah, o que seria de uma escritora medíocre sem os clichês?

Em sua coluna no Globo desta segunda, dia 28, Míriam Leitão crava, imperial: “Peronismo conquista vitória importante, mas não tem cheque em branco”.

“Cheque em branco” é uma expressão do século passado que continua em uso por gente sem imaginação.

Míriam demonstra má vontade explícita com a vitória da chapa Fernández-Kirchner na Argentina.

É evidente que o novo governo não pode tudo. Nenhum governo — nenhum ser humano — pode tudo. Nem os Marinhos.

A decisão nas urnas foi apertada, lembra ela, e Cristina é chata-feia-boba-xexelenta-grossa.

“O atual presidente já chamou seu sucessor para tomar um café da manhã nesta segunda-feira. O tratamento é muito diferente daquele que Macri recebeu de Cristina, quatro anos antes”, escreve.

“A ex-presidente prejudicou a transição e sequer entregou a faixa para o sucessor. Macri tenta demonstrar que segue no jogo. O Cambiemos, seu partido, fez uma boa bancada e conquistou a cidade de Buenos Aires.”

Arriba, Macri!

Se alguém deu cheque em branco, foi Míriam para o derrotado no primeiro turno.

Em outubro de 2017, ela cravava que “a economia da Argentina está em recuperação e pode crescer 3% este ano e 4% no ano que vem. Isso explica em parte a vitória do presidente Mauricio Macri nas eleições do último final de semana”.

Mais: “O ajuste promovido pelo governo já traz resultados concretos que começam a ser percebidos pela população. A recuperação do Brasil também tem ajudado, pelas fortes relações comerciais entre os dois países.”

Num clima de choripán, entrevistou pelo telefone Florencia Vazquez, economista do BNP Paribas, que lhe garantiu que “a recuperação foi guiada por investimentos, mas agora está mais focada no consumo e se espalhando por outros setores”.

Nunca fez um mea culpa.

Como diriam os hermanos: “Perdiste, Míriam”.

Míriam Leitão profetiza um futuro brilhante para Macri

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