
A pesquisa Quaest que será divulgada na próxima quarta-feira (15), medindo a temperatura da corrida pela presidência da República e o índice de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), trará também uma bateria inédita de perguntas sobre o grau de moderação dos três principais candidatos ao Planalto. O levantamento, encomendado pelo banco Genial, entrevistou 2.004 brasileiros presencialmente entre sexta-feira e ontem, com margem de erro de dois pontos percentuais e custo de R$ 466 mil.
Segundo o Globo, a pergunta será se o entrevistado acha que o presidente é mais moderado do que o Partido dos Trabalhadores (PT) ou se o PT é mais moderado do que o petista. A questão busca avaliar a percepção do eleitorado sobre a distância ideológica entre o chefe do Executivo e sua legenda, em um momento em que Lula tenta construir pontes com o centro político.
A respeito do deputado federal Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a Quaest questionará se o parlamentar é mais moderado do que sua família ou se sua família é mais moderada do que ele. A pergunta faz referência ao clã Bolsonaro, liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e busca entender como o eleitorado enxerga o posicionamento do senador em relação ao grupo político familiar.
Já sobre o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil), a pesquisa indagará se ele é o mais moderado entre todos os candidatos ou se não é o mais moderado. Caiado, que construiu sua trajetória política como uma alternativa ao bolsonarismo e ao petismo, tenta se consolidar como nome de centro-direita na sucessão presidencial.
Até segunda-feira (13), 2.004 brasileiros serão entrevistados presencialmente. O estudo é o quarto levantamento do ano e chega com novidades importantes no cenário estimulado, como a presença de Ronaldo Caiado já como candidato do PSD e a inclusão, pela primeira vez, de nomes de partidos menores, como Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (PMN) e Samara Martins (UP).

A nova pesquisa deve servir como termômetro para avaliar se a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuará em queda, movimento registrado em todas as sondagens Quaest de 2026 até aqui.
Também vai testar se Flávio Bolsonaro (PL) mantém a trajetória de crescimento que o levou a empatar com Lula (PT) em levantamentos recentes e se o lançamento da candidatura de Caiado teve algum impacto concreto após os números fracos apresentados anteriormente.
Outro foco relevante do questionário será o endividamento da população, tema que passou a ser tratado pelo Palácio do Planalto como prioridade política e econômica. O questionário começará perguntando se o eleitor já escolheu em quem votar. Em caso positivo, o entrevistado será convidado a dizer qual nome escolheu. Em seguida, o pesquisador apresentará uma lista em ordem alfabética para medir conhecimento e rejeição de cada candidato.
Estarão na relação Aldo Rebelo, Augusto Cury, Cabo Daciolo, Flávio Bolsonaro, Lula, Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado e Samara Martins. A pesquisa também vai perguntar se a decisão de voto é definitiva ou se “ainda pode mudar caso algo aconteça antes das eleições”, além de investigar qual seria a segunda opção de cada eleitor.
Além da disputa eleitoral, a Quaest pretende medir a avaliação do governo Lula, as expectativas em relação à economia e o grau de desconforto do brasileiro com o aumento do endividamento pessoal. Esse ponto ganhou peso porque, segundo o texto, o governo passou a tratar o problema como o principal desafio a ser enfrentado.
A pesquisa de março já havia mostrado que 45% desaprovavam a gestão Lula, contra 44% que a aprovavam, registrando a terceira queda consecutiva do presidente nesse indicador. No mesmo levantamento, Lula e Flávio Bolsonaro apareciam tecnicamente empatados em cinco dos sete cenários testados.