Monark e o culto a Elon Musk, o idiota bilionário tratado como deus no altar do neoliberalismo

Elon Musk

Monark era, para minha geração, marca de bicicleta da infância que concorria com a Caloi.

Agora o nome, fiquei sabendo, é de um “influenciador digital” que tem um podcast de sucesso chamado Flow.

Monark e seu sidekick Igor Coelho recebem convidados para o que definem como “conversa de bar”.

Guilherme Boulos esteve lá, Fernando Haddad também, entre outros.

Gabriela Prioli está viralizando porque explicou a Monark que ele tem direito às próprias opiniões, não aos próprios fatos. Ele não entendeu (veja no pé deste artigo).

Monark é um fanático liberal não muito inteligente e, como tal, cultua um deus: Elon Musk.

O estúdio do Flow contém uma pintura de Musk fumando maconha num programa dos EUA comandado por Joe Rogan, referência para o Flow.

Monark fumou um baseado em homenagem ao guru.

No encontro com Haddad, ele se empolgou dizendo que o dono da Tesla estava “levando a humanidade para Marte, colonizando outro planeta, se der uma merda aqui”.

“Isso é megalomaníaco de um jeito gostoso”, afirmou. Já deu merda, mas vamolá.

Uma pessoa pode ser definida pelas pessoas que ela admira (e pelas que despreza).

Musk é um bilionário de meia-idade proprietário de fábrica que deseja que suas linhas de produção voltem à capacidade total na pandemia para que possa continuar ganhando dinheiro com seus carros elétricos.

Em março de 2020, escreveu no Twitter que “o pânico com o coronavírus é burro”. Classificou lockdowns de “fascistas”.

Interessado no lítio da Bolívia, disse a um internauta que ”Nós daremos golpe em quem quisermos. Lide com isso”.

Em 2018, quando um grupo de crianças na Tailândia ficou preso em uma caverna depois que o nível da água subiu muito, atacou o mergulhador que fazia o resgate.

Depois de fazer um monte de promessas vazias para ajudar os meninos, xingou o homem de “pedófilo”. Foi processado.

Elon Musk é um idiota tratado como messias pela religião do neoliberalismo. Monark é só mais um fiel.

Não há ninguém na Terra menos provável de nos salvar de qualquer coisa.

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