Monark hackeou Glenn Greenwald, diz Felipe Neto em treta com jornalista

Atualizado em 15 de janeiro de 2023 às 7:05
Glenn Greenwald e Felipe Neto. Fotomontagem

O jornalista Glenn Greenwald publicou, em inglês, em seu perfil no Twitter, o link de uma reportagem sobre o que chamou de “regime de censura no Brasil”, na qual acusa Alexandre de Moraes de banir e prender pessoas “sem o devido processo ou justificativa”.

Felipe Neto, também em inglês e citando o tuíte do jornalista americano, afirmou que o conteúdo da reportagem era falso:

“Para todos os estrangeiros que possam se interessar pela política e sistema judiciário brasileiro… O que Glenn está falando simplesmente NÃO É VERDADE”, escreveu Felipe. “Como alguém que foi perseguido, acusado de crimes horríveis sem provas ou investigações pelo regime de Bolsonaro, posso garantir que isso abaixo é falso.”

Glenn retrucou ao youtuber dizendo que também foi alvo de ataques das mesmas pessoas e questionou se estaria mentindo, citando em uma reportagem do New York Times que trazia as mesmas informações.

Categórico, o brasileiro afirmou que o jornal nova-iorquino estava mentindo, relembrando ainda ele próprio sempre os acusa de fazer. “Este artigo está cheio de desinformação e foi pensado para proteger os empresários liberais que apoiaram o golpe no Brasil. E isso não é uma competição sobre quem foi mais perseguido. Cresce Glenn.”

Em resposta, o ex-Intercept acusou Neto de pautar sua opinião de acordo com a opinião pública: “Quem ajudou na perseguição como a métrica principal foi você. Você começou com isso. Você é um dos maiores influenciadores do YT do mundo porque poucos têm mais talento para apoiar o que é popular: impeachment de Dilma, Moro/LJ, prisão de Lula, agora o PT é popular então você está aí.”

Felipe relembrou ao jornalista que foi seu marido, o ex-deputado David Miranda, que escreveu sobre ele no Time 100, uma lista feita pela revista Time das 100 personalidades mais influentes do mundo em 2020, falando exatamente sobre a mudança de seus pontos de vista sobre o período petista na presidência ,ocorridos após “estudo e dedicação.”

Na defensiva, o amigo de Tucker Carlson, ícone da extrema direita americana, minimizou a guinada à esquerda do influencer brasileiro, dizendo que suas visões políticas tinham mudado “porque o vento mudou”, relembrando os elogios que recebeu dos petistas nos tempos da Vaza Jato e dizendo que ataca-lo agora renderia cliques e curtidas.

Incisivo, Felipe Neto respondeu nunca ter falado dele em seu trabalho no Youtube e foi categórico: “Se você não quer ser chamado de mentiroso, pare de mentir”, reafirmando ainda que “o Brasil não está sob regime de censura” e alertando que ele estaria “destruindo toda a sua credibilidade tentando divulgar essa mentira.”

Em seu último tuíte no debate, Greenwald ataca as supostas motivações de seu opositor, ao dizer que a credibilidade dele depende da sua popularidade “entre os petistas, assim como costumava depender de quão popular você era entre os antipetistas.”

Finalizando a discussão, o brasileiro disparou: “Glenn, de que merda você está falando? Tenho mais de 15 bilhões de visualizações no Youtube e nem 0,1% dessas visualizações vêm da política ou da minha credibilidade junto aos partidos políticos. Monark, pare de hackear Glenn.”

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