Montadoras pedem banimento de carros chineses nos EUA

Atualizado em 3 de novembro de 2026 às 14:32
Garagem de carros chineses. Foto: Reprodução

Uma associação que representa General Motors, Volkswagen, Toyota e outras grandes montadoras pediu ao Congresso dos Estados Unidos que aprove ainda neste ano uma proibição permanente de carros chineses. A entidade afirma que a entrada desses veículos ameaça a segurança nacional e os investimentos feitos pela indústria no país.

A Alliance for Automotive Innovation fez o apelo na segunda (2), antes da retomada dos trabalhos legislativos após as eleições de meio de mandato. O grupo reúne quase todas as principais fabricantes que atuam no mercado americano, incluindo Ford, Honda, Hyundai, Mercedes-Benz, Nissan, Stellantis, Subaru e Volvo.

“Precisamos proteger o mercado dos Estados Unidos de uma enxurrada de importações chinesas que trazem risco de vigilância e colocam em desvantagem os fabricantes atuais que fizeram investimentos de longo alcance nas comunidades americanas”, afirmou John Bozzella, presidente da associação.

Os EUA já adotaram, no início de 2025, regras que na prática impedem montadoras chinesas de vender ou produzir carros de passeio no país. A medida do governo de Joe Biden citou o risco de que dados sensíveis dos motoristas fossem enviados à China, enquanto tarifas superiores a 100% também atingem veículos elétricos chineses.

Fábrica da Toyota no Texas, Estados Unidos
Instalação industrial da Toyota no Texas, nos Estados Unidos. Foto: Reprodução

Projeto reúne apoio no Senado e na Câmara dos EUA

As fabricantes agora querem consolidar as restrições em uma lei permanente. Uma comissão do Senado aprovou o projeto em julho, e a proposta na Câmara dos Representantes já soma mais de 100 coautores.

Senadores dos dois partidos que lideram a iniciativa decidiram em setembro adiar para novembro a tentativa de acelerar a tramitação. Montadoras e assessores legislativos ainda trabalham para concluir a votação antes do fim da sessão parlamentar, previsto para dezembro.

Parte do setor teme que uma eventual mudança no controle do Congresso reduza o tempo disponível para analisar o texto. A pressão também ocorre após Donald Trump dizer, em setembro, à Fox News que aceitaria a instalação de fábricas chinesas de automóveis em território americano.

Bozzella citou o avanço dos veículos fabricados na China na Europa e afirmou que a União Europeia importou mais de 1,1 milhão de carros chineses nos oito primeiros meses de 2026, acima do total registrado em 2025. O Ministério das Relações Exteriores da China pediu que Washington respeite “as leis da economia de mercado e os princípios da concorrência justa” e classificou iniciativas anteriores contra empresas chinesas como “repressão injustificada”.

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