Moraes cobra explicações de “Débora do Batom” por falhas no GPS da tornozeleira

Atualizado em 16 de maio de 2026 às 13:32
Alexandre de Moraes intimou a "Débora do Batom" por problemas no GPS da Tornozeleira
O ministro Alexandre de Moraes. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Alexandre de Moraes intimou a cabeleireira Débora Rodrigues, conhecida como “Débora do Batom”, a explicar períodos em que ficou sem sinal de GPS na tornozeleira eletrônica. Ela cumpre prisão domiciliar após condenação pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A defesa afirma que não houve tentativa de fuga nem descumprimento deliberado das medidas cautelares. Segundo os advogados, as falhas de sinal ocorreram por problemas técnicos no sistema de monitoramento eletrônico.

As ausências de sinal foram registradas entre 20 e 26 de abril e depois entre 27 de abril e 3 de maio. Os advogados dizem que Débora permaneceu em casa e que não há elemento concreto indicando violação das condições impostas pela Justiça.

Debora do Batom é uma das condenadas por praticar vandalismo e outros crimes contra o estado nos atos golpistas.
Débora Rodrigues dos Santos foi uma das condenadas pelos atos golpistas do 8/1. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que os registros, por serem de poucos minutos e repetidos por vários dias, parecem compatíveis com as justificativas apresentadas. Ainda assim, recomendou que a situação seja certificada oficialmente pelo órgão de controle penitenciário.

Débora Rodrigues foi condenada a 14 anos de prisão por tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio tombado, dano qualificado com violência e associação criminosa armada. Ela ficou conhecida por pichar com batom a frase “perdeu, mané” em uma estátua diante do STF durante os ataques de 8 de janeiro.

A defesa também tenta reduzir a pena com base na Lei da Dosimetria aprovada pelo Congresso. Moraes, porém, suspendeu a aplicação da norma até o julgamento do plenário do STF sobre sua constitucionalidade.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política e estagiária pelo Diário do Centro do Mundo. Adoro ciclismo, e busco estudar sobre mobilidade urbana e políticas públicas.