
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou novas visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe. A decisão foi tomada nesta quinta (19) e estabelece um período específico para os encontros.
Estão liberados para visitar Bolsonaro entre 11 e 25 de março a deputada Bia Kicis (PL-DF), o deputado Marco Feliciano (PL-SP) e o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado. Também receberam autorização Anderson Luis de Moraes, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro, e José Vicente Santini, assessor do governador de São Paulo.
Bolsonaro está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal desde 15 de janeiro de 2026. A transferência para a unidade militar foi determinada por Alexandre de Moraes.

Antes disso, o ex-presidente estava preso na Superintendência da Polícia Federal no DF desde 22 de novembro de 2025. A prisão preventiva foi decretada após a tentativa de romper a tornozeleira eletrônica.
Desde que passou a cumprir pena na Papudinha, Bolsonaro tem recebido visitas de familiares, aliados e profissionais autorizados pela Justiça. O acesso é controlado e depende de autorização prévia do ministro do STF.
O ex-presidente recebeu a visita do senador bolsonarista Carlos Portinho (PL-RJ) nesta quarta (18), que afirmou que ele está “desnorteado” e sob “efeito da forte medicação” na Papudinha. Bolsonaro realiza cerca de três consultas médicas por dia e sessões de fisioterapia, autorizadas judicialmente. Os atendimentos fazem parte do acompanhamento de saúde determinado no período de custódia.
Além de profissionais de saúde e advogados, ele também tem recebido diversos políticos, a maioria do PL, para discutir as eleições de 2026. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez uma visita a ele no último dia 29.