Moraes ordena congelamento de contas de bolsonarista investigado por financiar atos golpistas em MG

Atualizado em 23 de fevereiro de 2023 às 13:49
O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, e o empresário bolsonarista Esdras Jonatas dos Santos
Foto: Reprodução/Montagem

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros do empresário bolsonarista Esdras Jonatas dos Santos, investigado por liderar atos antidemocráticos em Minas Gerais (MG).

O empresário do ramo têxtil ficou conhecido após espernear durante a desmobilização de um dos bloqueios golpista em frente ao QG Exército, no bairro Gutierrez, na região oeste de Belo Horizonte (BH), em Minas Gerais. O bolsonarista já apareceu em várias ocasiões aos berros.

O empresário também é investigado pela Polícia Federal (PF) por ser um dos financiadores, organizadores e incitadores das invasões terroristas do dia 8 de janeiro, quando os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atacaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília (DF).

Moraes, que também é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em sua decisão, que está sob sigilo da Justiça, deu um prazo de até 48 horas para que as instituições financeiras informem sobre os bloqueios. As informações sobre o caso ainda não foram divulgadas.

“Deverão as instituições financeiras informarem sobre o efetivo bloqueio e fornecerem o extrato completo, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas”, disse Moraes em trecho do despacho.

Em janeiro deste ano, o ministro determinou o cancelamento do passaporte de Esdras. Segundo o STF, o empresário é investigado por liderar movimentos antidemocráticos e há notícias de que “teria se evadido do território nacional”. O bolsonarista foi multado R$ 100 mil por obstrução das vias.

Por outro lado, o empresário havia conseguido uma decisão de primeira instância que autorizaria a obstrução de uma avenida em Belo Horizonte por manifestantes que pedem intervenção militar. Apesar disso, a decisão logo foi derrubada por Moraes.

Esdras teve sua prisão decretada sob a acusação de ter incentivado agressões contra repórteres na mobilização golpista em BH. A Polícia Civil encampou operação no dia 14 de dezembro para prender o empresário, mas não o localizou. Segundo Ramon dos Santos, que atuava como advogado do bolsonarista, Esdras está foragido em Miami, nos Estados Unidos.

Em suas redes sociais, o bolsonarista já publicou diversos vídeos, em dias diferentes, dos atos com intenções golpistas na Avenida Raja Gabaglia, em que as pessoas pedem intervenção militar no governo, o que é inconstitucional. Esdras ainda não foi localizado.

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