Moro, como juiz e como político, trata a verdade como algo maleável. Por Luís Felipe Miguel

Ele, com o nariz em fase de crescimento

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No dia 31 de outubro, Mourão disse que o convite a Moro para o ministério não era novo: “Isso já faz tempo”.

Contrariou, assim, o discurso público do juiz, de que fora surpreendido com a proposta de recompensa feita por Bolsonaro, já eleito presidente.

Agora, sem jamais admitir que estava enganando o público ao falar da “surpresa”, Moro, aquele que na entrevista ao Fantástico afirmou “eu não minto”, se aferra à história de que foi “sondado” no dia 23 de outubro, faltando poucos dias para a votação do segundo turno.

Mas, antes desta data, publicações de direita, com acesso à campanha de Bolsonaro, como a revista ligada ao site O Antagonista, já tinham noticiado o compromisso de Moro com um ministério. E o general Mourão pode não ser exatamente um virtuoso da língua, mas ninguém diz “já faz tempo” quando deveria dizer “na semana passada”.

Há uma continuidade entre Moro, o juiz, e Moro, o politico: ambos tratam a verdade como algo bem maleável.

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