Moro lança candidatura e minimiza suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro no caso Master

Atualizado em 1 de agosto de 2026 às 17:25
Sérgio Moro
O candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL), em evento que lançou sua candidatura. Foto: Sara Erthal/RPC

O PL oficializou neste sábado (1º) a candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná, em convenção realizada em Curitiba. O ex-juiz aproveitou o lançamento para nacionalizar a disputa estadual, atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e declarar apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, atolado em suspeitas.

Segundo o UOL, Moro afirmou que os acontecimentos em Brasília afetam diretamente os estados e apresentou a derrota de Lula como um dos objetivos de sua campanha. O senador classificou uma eventual reeleição do petista como uma “tragédia moral e econômica” e disse que trabalhará para eleger Flávio.

Questionado sobre as denúncias relacionadas ao Banco Master e se estava confortável em dividir o palanque com Flávio, Moro minimizou o tema e recordou sua reaproximação com a família Bolsonaro. Ele admitiu que ficaram “alguma divergência e algum ressentimento” após seu rompimento com Jair Bolsonaro, mas afirmou que o grupo agora está unido por um “projeto maior”.

Moro deixou o governo Bolsonaro em abril de 2020, acusando o então presidente de tentar interferir politicamente na Polícia Federal. A reaproximação ocorreu antes do segundo turno da eleição de 2022, quando o ex-juiz passou a acompanhar Jair Bolsonaro em debates e eventos de campanha.

A convenção foi realizada no dia em que Moro completou 54 anos. Aliados levaram um bolo com a imagem do senador e cantaram parabéns. Michelle Bolsonaro enviou um vídeo de apoio, exibido no telão, no qual apresentou o ex-juiz como um político preparado e comprometido com os valores da direita.

 

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A chapa terá Edson Vasconcelos, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, como candidato a vice-governador. O deputado Filipe Barros, do PL, e o ex-procurador Deltan Dallagnol, do Novo, disputarão as duas vagas do estado no Senado. Podemos, Novo e Democracia Cristã integram a aliança.

Durante o evento, Filipe Barros tentou associar o PT ao escândalo do Master, no entanto, ele não respondeu sobre as implicações envolvendo seu próprio nome e o Projeto de Lei 4.395/2024, de sua autoria, que elevaria de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a garantia do Fundo Garantidor de Créditos por investidor, medida que beneficiaria o banco de Daniel Vorcaro.

Moro também retomou o discurso que o projetou nacionalmente. Ele se apresentou como “o juiz da Lava Jato” e exaltou as prisões determinadas durante a operação. O discurso não mencionou que o Supremo Tribunal Federal reconheceu sua suspeição no processo do triplex do Guarujá e anulou os atos praticados por ele contra Lula.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!