Moro, que foi um péssimo juiz, terá final melancólico, diz o jurista Kakay

Kakay e Sérgio Moro. Foto: Reprodução/SBT/YouTube/Wikimedia Commons

O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, deu uma entrevista ao Estado de S.Paulo falando sobre o ex-juiz e então prestes a se tornar ministro de Jair Bolsonaro em 2018.

Confira os principais trechos, que dizem muito sobre Moro hoje, já ex-ministro:

“Ele é um péssimo juiz. Mas um homem competente, o que é diferente. É um homem que hoje, do meu ponto de vista, ao sair de Curitiba e assumir o ministério da Justiça de um presidente que ele ajudou a eleger, é um homem que usou o judiciário”.

 Nós vamos ter um embate em muito pouco tempo. Ele terá como chefe uma pessoa que não tem ideia formada sobre nada. O presidente é folclórico, nunca deve ter lido um livro, não tem um plano de segurança nacional, não tem nada, o presidente é feito de pequenas expressões que chocam mas que agradaram um eleitorado carente com essa ideia de corrupção, antipetista e tal”.

 “Assumir o ministério no governo do Bolsonaro, sendo que ele foi talvez um dos principais atores se não o principal ator, na pré-campanha e na campanha, como um juiz atuando politicamente com prisões, com manifestações, com vazamento de informações, foi um tapa na cara no judiciário”.

“Moro perdeu credibilidade, perdeu legitimidade e endossou essa ideia de que ele sempre foi passional, e agora até pode se dizer partidário – mesmo que ele não seja, essa decisão dele reforça uma ideia de partidarismo. Foi um tiro no pé”.

“É muito triste, acho que ele terá um final melancólico”.