
O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu na madrugada deste sábado (21), aos 91 anos, em São Paulo. Ele estava internado no hospital Sírio-Libanês desde o dia 13 de março devido a uma pneumonia associada a uma condição cardiológica. A notícia da sua morte comoveu o público, que acompanhou sua carreira ao longo de mais de seis décadas. O velório será realizado das 15h às 21h deste sábado no Funeral Home, na Bela Vista, em São Paulo.
Juca nasceu em 16 de março de 1935, em São Roque, interior de São Paulo. Sua carreira no teatro começou na década de 1950, e ele rapidamente se tornou uma das grandes figuras da dramaturgia brasileira. Antes de se dedicar completamente ao teatro, Juca chegou a cursar Direito na USP e trabalhou em um banco, mas sua paixão pelas artes o levou a abandonar esses caminhos para estudar na Escola de Arte Dramática.
Ao longo de sua carreira, o artista atuou em mais de 30 novelas e minisséries, além de participar de mais de 60 peças de teatro e mais de dez longas-metragens. Seu papel mais marcante na TV foi na novela “O Clone” (2001), onde interpretou o médico geneticista Doutor Albieri, um personagem que ficou marcado na memória do público. Ele também teve passagens importantes por outras novelas da TV Globo, como “Fera Ferida” (1993), “Torre de Babel” (1998) e “O Outro Lado do Paraíso” (2018), seu último trabalho na televisão.
Além da televisão, Juca de Oliveira teve um papel relevante no teatro brasileiro, especialmente durante a ditadura militar, quando, em parceria com outros grandes nomes, comprou o Teatro de Arena, um espaço cultural fundamental da época. Por sua militância política, ele acabou sendo perseguido pelo regime e se exilou na Bolívia, retornando posteriormente ao Brasil, onde continuou sua carreira com dedicação.

Em 1993, Juca retornou à TV Globo para atuar em “Fera Ferida”, e, a partir de então, sua carreira decolou novamente, destacando-se em diversos projetos. A década de 2000 marcou o auge de sua carreira na televisão, com o papel de Doutor Albieri em “O Clone”, uma das novelas mais assistidas da TV Globo. Seu personagem, que realizava clonagem humana, foi marcado pela dor da perda e pela tentativa de substituição do ente querido, algo que tocou profundamente os telespectadores.
Nos últimos anos de sua vida, Juca de Oliveira se dedicou ao teatro e ao cuidado de sua fazenda de gado para corte.