
Morreu neste domingo (17) o sambista, cantor, compositor e instrumentista Osvaldo Alves Pereira, o Noca da Portela, aos 93 anos. A morte foi confirmada pela Portela, que decretou três dias de luto. A causa não foi informada.
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Noca estava internado desde o dia 30 com suspeita de pneumonia em um hospital de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Desde 10 de maio, ele permanecia no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da unidade. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.
Mineiro, Noca mudou-se ainda criança para o Rio de Janeiro. A relação com a música começou com o estudo de violão e teoria musical na Ordem dos Músicos do Rio de Janeiro. Na década de 1960, ingressou na ala de compositores da Portela a convite de Paulinho da Viola.
Na azul e branca de Madureira, integrou o Trio ABC da Portela, ao lado de Picolino e Colombo, e fez parte da Velha Guarda Show. Venceu sete disputas de samba-enredo na escola e assinou obras como “Recordar é viver”, “Gosto que me enrosco”, “Os olhos da noite”, “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal”, “O Homem de Pacoval” e “Portela Querida”, eternizada na voz de Elza Soares.
Noca também teve composições gravadas por nomes consagrados, como Beth Carvalho, que interpretou “Virada”. Em 2006, foi nomeado secretário estadual de Cultura do Rio de Janeiro pela então governadora Rosinha Garotinho, cargo que ocupou até 1º de janeiro de 2007. Em 2008, candidatou-se a vereador pelo PSB. Aos 84 anos, lançou o disco “Homenagens”, em 2017, e, em 2025, foi homenageado com a “Coleção Flores Em Vida”.