Morre o jornalista Conrado Corsalette, aos 47 anos, em SP

Atualizado em 8 de janeiro de 2026 às 14:17
O jornalista Conrado Corsalette. Foto: Divulgação

O jornalista Conrado Corsalette, de 47 anos, faleceu na quinta-feira (8) em São Paulo. Conhecido pela sua atuação na cobertura política, Corsalette era secretário de redação adjunto na sucursal de São Paulo do Poder360. Trabalhou na Folha e no Estadão.

Além disso, foi cofundador e editor-chefe do Nexo Jornal, onde dedicou 10 anos. De acordo com a polícia, Conrado foi encontrado morto em sua residência na região central de São Paulo, na área de Santa Cecília, pela namorada.

Até o momento, não há informações sobre a causa da morte. Nascido em Santo Anastácio, interior de São Paulo, Conrado era separado e deixa duas filhas, de 11 e 13 anos. Ele faria 48 anos em 5 de fevereiro de 2026.

Sua carreira foi marcada pela abordagem precisa e profunda dos assuntos políticos nacionais, sempre com grande sensibilidade jornalística.

Em 2023, publicou o livro ‘Uma crise chamada Brasil: a quebra da Nova República e a erupção da extrema direita’, que reflete sua visão crítica sobre o cenário político do país. Amigos próximos mencionaram que ele estava trabalhando em um novo projeto literário, também voltado para a política nacional.

O jornalista Conrado Corsalette. Foto: Divulgação

Fernando Rodrigues, diretor de redação do Poder360, expressou sua tristeza com a perda. “Conrado era um dos mais brilhantes jornalistas de sua geração. Admirado e querido por todos. Um profissional que tinha grande perspicácia para entender o que era uma notícia e como fazer bom jornalismo profissional. Uma pessoa de caráter, generoso com os mais jovens, e com uma paixão incomparável pela profissão”, afirmou ele.

Renata Lo Prete, âncora do Jornal da Globo, lembrou da convivência com Conrado na Folha de S.Paulo. “Ele era um homem doce, afetuoso, solar, generoso nas palavras, nos gestos e nos sorrisos. Conrado ensinou que nosso ofício não precisa de mal-querer nem de agressividade, mas sim de humildade, humanismo e respeito aos fatos e às pessoas”, disse Lo Prete.

Paulo Werneck, editor da revista ‘Quatro Cinco Um’, também fez questão de homenagear o colega: “Conrado foi um excelente jornalista, conviver com ele como amigo e na redação da Folha me ajudou a entender a política e o jornalismo sem mistificações. Ele deixou um legado imensurável como criador e diretor do Nexo Jornal, e todos que conviveram com ele sentirão falta de sua generosidade e amizade.”

Conrado formou-se pela Faculdade Cásper Líbero (1996-1999) e, posteriormente, concluiu um master em jornalismo, gestão estratégica e de marcas pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais. Sua trajetória, marcada pela busca incessante pela verdade e pela ética, é um exemplo de profissionalismo e dedicação, deixando uma lacuna difícil de ser preenchida no jornalismo brasileiro.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 27 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.