
O ator Silvio Ferrari morreu na última sexta-feira (16), aos 85 anos. A informação foi confirmada neste sábado (17) pela APTR, sigla da Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro, entidade que reúne produtores e companhias e atua na defesa e promoção do teatro profissional. A causa da morte não foi divulgada.
Em nota oficial, a APTR destacou a relevância da trajetória de Ferrari tanto nos palcos quanto no audiovisual, ressaltando a seriedade e a sensibilidade com que o ator conduziu sua carreira. A entidade também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e à classe artística.
Na televisão, Silvio Ferrari ficou marcado por papéis em novelas que se tornaram clássicos da dramaturgia brasileira. Entre eles estão Helinho, em “Roque Santeiro” (1985), e Rubem, na versão original de “Pantanal” (1990), produções que consolidaram seu reconhecimento junto ao público.

O ator também integrou o elenco de outras novelas ao longo das décadas, como o remake de “Pecado Capital” (1998) e “A Vida da Gente” (2011), mantendo presença constante na televisão brasileira em diferentes períodos.
No teatro, Ferrari construiu um legado expressivo em montagens variadas, que iam da comédia ao musical. Entre os espetáculos mais lembrados estão “Rádio Nacional”, “O Abre Alas e Marlene” e “As Pernas do Século”, trabalhos que reforçaram sua versatilidade como ator.
A morte de Silvio Ferrari marca a despedida de um nome ligado a momentos importantes da história do teatro e da televisão no Brasil, deixando uma obra associada à consistência artística e à dedicação à cena cultural do país.