Morto hoje, Lindsey Graham atacou brasileiros que entravam nos EUA ‘com bolsas da Gucci’

Atualizado em 12 de julho de 2026 às 7:57
Lindsey Graham
Senador republicano Lindsey Graham. Foto: Reprodução

O senador republicano Lindsey Graham, um dos principais aliados de Donald Trump no Congresso dos Estados Unidos, morreu na noite de sábado (11), aos 71 anos, após uma doença súbita e breve, informou seu gabinete.

Graham representava o estado da Carolina do Sul no Senado desde 2003, após ter exercido mandato na Câmara dos Representantes a partir de 1995. Ao longo da carreira, foi reeleito em 2008, 2014 e 2020.

Nos últimos anos, tornou-se um dos republicanos mais influentes em temas de política externa, defesa e imigração. Defensor da invasão do Iraque em 2003, também pressionou repetidamente por ações militares contra o Irã e era um dos maiores apoiadores de Israel no Congresso americano.

Apesar de ter disputado a indicação republicana à Presidência em 2016 como crítico de Donald Trump, Graham abandonou a corrida antes das prévias e, posteriormente, tornou-se um dos aliados mais doentios do presidente.

Defendeu que se jogasse uma bomba atômica em Gaza e advogava por mais armas e dinheiro para Zelensky na guerra com a Rússia.

Na área de imigração, foi um dos principais defensores do endurecimento das políticas de controle de fronteira. Entre outras medidas, apresentou projetos para punir autoridades locais que dificultassem a atuação de agentes federais de imigração e defendeu o aumento do financiamento para o ICE e a Patrulha de Fronteira.

O senador Lindsey Grahan com o presidente Donald Trump. Reprodução

Declaração sobre brasileiros

Uma das declarações mais estúpidas de Graham ocorreu em 2021, durante entrevista à Fox News.

Na ocasião, ao criticar a política migratória do então presidente Joe Biden, o senador atacou os brasileiros

“Tivemos 40 mil brasileiros vindo somente para o setor [de imigração] de Yuma [na fronteira entre o Arizona e o México], indo para Connecticut, usando roupas de grife e bolsas da Gucci. Isso não é mais uma imigração econômica”, afirmou.

“As pessoas veem que os Estados Unidos estão abertos e tiram vantagem de nós, e não vai demorar muito para que terroristas sejam vistos nessa multidão”.

O comentário rapidamente virou alvo de piadas nas redes sociais. Diante da repercussão, o senador republicano recorreu ao então Twitter para defender suas declarações e reafirmar o que havia dito.

Alegou que viu “em primeira mão dezenas de brasileiros — bem vestidos, com bagagem cara — que viajaram com vistos de turista para Cancún e outros destinos”.

De acordo com seu relato, os brasileiros seguiram de avião, ônibus e carro até a fronteira entre México e Estados Unidos.

“Diferentemente de outros migrantes que viajam por semanas, a bagagem e a aparência dos brasileiros eram parecidas com as de quem está chegando a um hotel”, escreveu. Para Graham, esse comportamento representava um “flagrante abuso do sistema de imigração” dos Estados Unidos.

“É desrespeitoso com o trabalho duro dos homens e mulheres do controle de fronteiras, que estão se tornando mensageiros de hotéis de brasileiros de classe média e alta que tentam entrar nos Estados Unidos”, declarou. Graham ainda criticou o governo brasileiro, afirmando ser “chocante” que o país, segundo ele, se recusasse a receber de volta seus cidadãos deportados.

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