
Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, informou nesta terça (30) que o número de mortos pelos terremotos no país chegou a 1943, em um balanço que também aponta 10.571 feridos. Autoridades venezuelanas ainda lidam com buscas por vítimas sob estruturas que desabaram.
O Comitê Internacional de Resgate afirmou que “quase 50 mil pessoas” continuam desaparecidas em La Guaira e Caracas. Segundo a organização não governamental, essas pessoas podem estar sob escombros de prédios e outras construções afetadas pelos terremotos.
La Guaira e Caracas concentram parte das operações de resgate citadas pela ONG. O balanço divulgado por Rodríguez não detalhou, na informação disponível, a divisão de mortos e feridos por cidade ou região atingida.

OMS alerta para hospitais danificados e filas por cirurgias
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que o sistema de saúde da Venezuela enfrenta forte pressão após os tremores. A entidade citou hospitais danificados e falta de pessoal em unidades que continuam recebendo pacientes.
Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, disse que a avaliação preliminar identificou problemas no atendimento às vítimas. “As conclusões preliminares revelam uma prestação de serviços e um fluxo de pacientes caóticos, marcados pela superlotação e pelo aumento das filas de espera para cirurgias”, afirmou.
O alerta da OMS indica que a crise humanitária não se limita às buscas nos escombros. Hospitais com danos estruturais, equipes reduzidas e alta demanda por cirurgias ampliam o risco para sobreviventes que precisam de atendimento rápido.
O governo venezuelano ainda não apresentou, nas informações disponíveis, um prazo para encerrar as buscas nem um novo calendário de atualização dos números. O balanço mais recente mantém 1.943 mortos, 10.571 feridos e quase 50 mil desaparecidos em La Guaira e Caracas.