Motorista de aplicativo é morto pela PM e GCM em São Bernardo do Campo (SP)

Publicado originalmente na Ponte Jornalismo

Motorista de aplicativo foi morto por PMs e GCMs na Grande SP | Foto: Arquivo pessoal

Cinco guardas civis municipais e um policial militar foram presos em flagrante neste sábado (12/12) após participarem de uma perseguição que terminou na morte do motorista de aplicativo Flávio Santos de Amorim, de 31 anos, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo.

Segundo um familiar do motorista, ele havia trabalhado durante a madrugada e, em seguida, encontrou com alguns amigos. No início da manhã, quando estava voltando para casa, sofreu a tentativa de abordagem da GCM (Guarda Civil Municipal), mas tentou fugir, com medo de perder o carro por estar com a documentação atrasada.

A GCM pediu apoio para da Polícia Militar, e Flávio começou a ser perseguido. Imagens registradas por motoristas que passavam no local registraram o momento em que o motorista tenta escapar das viaturas policiais e da guarda, enquanto os agentes de segurança atiram contra o veículo.

Segundo o familiar, que não quis ser identificado, o motorista não estava armado e o único motivo de não ter parado foi o medo de perder o veículo, o que já havia acontecido recentemente. “Não estava armado, ele é muito de boa, só ria de tudo, gostava de ajudar todo mundo… Era um molecão palhação”, define.

Na versão dos policiais registrada no 1º DP de São Bernardo do Campo, os agentes atiraram para pôr fim à perseguição, já que Flávio havia atropelado um motociclista e fez menção de atropelar os agentes de segurança. Conforme o registro, o motorista só parou quando entrou em um beco e bateu o carro.

Um policial militar e um guarda municipal se aproximaram e teriam dado voz de prisão, mas Flávio teria recusado a descer do veículo. Os agentes, então, forçaram pela abertura da porta e perceberam que o motorista já estava ferido. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas quando chegou no local, Flávio já estava morto.

O caso foi registrado como homicídio simples, morte decorrente de intervenção policial, resistência e fuga de local de acidente. A polícia solicitou perícia no local, além de exames dos policiais militares e guardas municipais envolvidos na ocorrência e do motorista ao IML (Instituto Médico Legal).

A Ponte questionou a GCM de São Bernardo do Campo sobre a ocorrência, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.

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