Mundo mostra que não tem saída rápida. Há morte rápida. Por Fernando Brito

Foto: Amazônia Real

Originalmente publicado em TIJOLAÇO

Por Fernando Brito

Londres, onde desde a semana passada já se aplica a vacina contra o Coronavírus, vai entrar no nível 4 de bloqueio, proibindo reuniões de Natal fora da casa de moradia.

Todas as atenções se voltam para a expansão de uma nova cepa de coronavírus, alegadamente 70% mais transmissível que a “original”

Na Itália, todo o país será classificado como “zona vermelha” – o maior nível de restrições – entre a véspera de Natal, e 27 de dezembro e novamente entre 31 de dezembro e 3 de janeiro e 5-6 de janeiro.

Na Alemanha e na França, estão em lockdown e os franceses ainda têm um toque de recolher a partir de 20 horas.

Aqui, porém, as autoridades continuam, em geral, omissas, e não existe mais nada, senão o bom-senso individual que nos proteja de novos picos de contaminação como os registrados esta semana, os maiores de toda a pandemia.

Enchem a boca para falar que o “primeiro mundo” é o bom, mas na hora de copiar o que está sendo feito por lá para salvar vidas, proclamam-se os campeões da liberdade.

São os campeões da burrice, da insensibilidade, do dinheiro acima de tudo.

É, é isso, o dinheiro é o seu Deus e a sua obra é a morte.

Contaminam hoje os que vão morrer em janeiro, quando acharemos poucas as mil mortes por dia hoje.

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